A Google leva-te numa visita virtual à ilha onde Mandela esteve preso

Ao longo da visita, podes ver vídeos que te explicam, na voz de alguns dos antigos presos, cada local – como a cela 466/64, na secção B da prisão, onde Mandela passava a maior parte do tempo.

Imagem: LSE Library

O Google Cultural Institute desenvolveu uma visita virtual à cadeia de Robben Island, onde Nelson Mandela passou 18 anos preso. Esta prisão situada na Cidade do Cabo é um símbolo da luta pela liberdade na África do Sul. Através do Street View e de uma tour interactiva, é possível percorrer os corredores, as celas e as torres de vigia da prisão onde estiveram presos alguns dos principais nomes da luta contra o apartheid.

Ao longo da visita, podes ver vídeos que te explicam, na voz de alguns dos antigos presos, cada local – como a cela 466/64, na secção B da prisão, onde Mandela passava a maior parte do tempo. É possível também ver algumas fotos do “quarto” de quando Mandela ali esteve preso. Podes ainda ver a cozinha que servia as refeições aos presos, entre outros locais, como corredores e páteos.

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Desde a sua construção, Robben Island serviu, além de prisão de segurança máxima, como colónia para leprosos e hospital psiquiátrico. O edifício, situado numa ilha, fez parte de quase duas décadas da história de vida de Mandela e de outros membros do ANC, partido que liderou a luta contra a segregação racial na África do Sul.

Para concretizar esta visita virtual, o Google Cultural Institute estabeleceu uma parceria com o Museu de Robben Island e com o Centro em Memória de Nelson Mandela. Em comunicado, Luke McKend, director da Google África do Sul, lembra que “Robben Island é o símbolo da luta pela liberdade na África do Sul. Estamos muito entusiasmados com o facto de permitirmos que mais gente conheça esta herança através de um qualquer dispositivo e em qualquer parte do mundo”. 

Ahmed Kathrada, amigo de Nelson Mandela e preso durante 20 anos na mesma prisão, refere que esta é uma forma de as crianças começarem a aprender um pouco mais sobre o que ali se passou. “Não contatar com crianças durante os 20 anos que estive naquela prisão foi das coisas mais difíceis para mim. Mas agora, é para mim um orgulho saber que qualquer uma, em qualquer sala de aulas e em parte do mundo pode visitar aquele sítio e aprender e conhecer melhor quem esteve ali”, reforça Katheada.

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