A vida deles deu uma sardinha


Um Santo António do fogareiro, um vendedor de “Mines”, um pescador, uma bóia salva-vidas e uma sardinha “Compreendi-te”, como dizia Vasco Santana ao candeeiro. Estão apresentadas as 5 sardinhas vencedoras da 5ª edição do concurso de sardinhas Festas de Lisboa, premiadas, cada uma, com 2 mil euros.

O concurso, promovido pela EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural) – e este ano com o tema “A Minha Vida Dava Uma Sardinha” –, teve cerca de 5 000 participações, de mais de 2 500 autores espalhados por 50 países. Entre as sardinhas vencedoras, estão 3 portuguesas, 1 italiana e 1 francesa.

Ao longo dos anos, a sardinha recriou-se em várias cores, foi futebolista, foi pop, foi grafitada, interpretou vários temas e papéis, foi criada e reinterpretada das mais diversas formas. Em 2009 e 2010, foi assinada por artistas e ilustradores convidados, e em 2011 saltou para mãos de quem a apanhasse e quisesse fazer dela o ponto de partida da criatividade, na primeira edição do Concurso Sardinhas Festas de Lisboa.

Recorda aqui as sardinhas de 2014.

Delfim Ruas – Sardinha “Compreendi-te”

O Pátio das Cantigas, um clássico do cinema português (que vai ter uma reeindição este Verão), foi a inspiração de Delfim Ruas. Desenhou elementos do filme, como Vasco Santana e o icónico candeeiro.

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Marta Sorte – Sardine Lifesaver

Nem todas as sardinhas sabem nadar, diz Marta Sorte. A artista italiana desenhou uma sardinha amarela com uma brilhante boia cor-de-rosa.
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Martin Jarrie – Sardinha Fisherman

Quase sardinha, quase sereia. É esta a proposta do francês Martin Jarrie, que desenhou um pescador dentro da silhueta da sardinha.

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Rui Fazenda – O Vendedor de ‘Mines’

Rui Meneses Fazenda inspirou-se nos vendedores improvisados de cerveja fresca que andam de um lado para o outro nas noites de Santo António; tudo se faz para manter animada a noite e arrecadar uns trocos, refere o autor.

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Alberto Faria – Santo António do Fogareiro

Alberto Faria recuperou uma história de Santo António, o “padroeiro” das Festas de Lisboa. Reza a lenda que no Convento de S. Vicente de Fora era sempre o Santo António a assar as sardinhas. Mais tarde, Santo António terá levado para Pádua toda a sua cultura e também a receita das sardinhas assadas.

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