Não é só um vício de jogo, é também uma lição de biologia

Um jogo que tem por base um princípio básico da vida: “os grandes comem os pequenos e os pequenos são comidos pelos grandes”.

Todos nos lembramos dos antigos jogos arcade dos anos 90, jogos minimalistas, em 8 bits e cheios de cores berrantes. Desde essa altura muita coisa mudou e temos de lidar com gráficos mais realistas que a própria realidade.

Recentemente descobrimos o Agar.io. Um jogo que tem por base um princípio básico da vida: “os grandes comem os pequenos e os pequenos são comidos pelos grandes”. O jogo criado por Matheus Valadares, um jovem brasileiro de 19 anos, em apenas alguns dias e “porque devia ser um jogo giro de se jogar“, contou-nos.

Em Agar.io somos uma pequena célula que tem de crescer para sobreviver, comendo pequenos alimentos ou anexando células mais pequenas. À primeira vista, Agar.io parece um jogo simples sem grande “ciência” como fundamento, mas depois de uma breve pesquisa encontrámos um canal no reddit com toda uma comunidade onde tudo é explicado. Desde Hall of Fames a regras detalhadas explicando toda a mecânica do jogo.

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O objectivo é relativamente simples: fazer crescer a nossa célula sem sermos comidos. Mas há muito mais do que uma simples estratégia para alcançar este objectivo. O jogo está dividido em 8 zonas (para dividir as pessoas à volta do mundo) e, para além de nos mexermos, podemos dividir a nossa massa ou perder parte dela. Ao perdermos massa, reduzimos o nosso diâmetro enquanto célula, mas a nossa velocidade de movimentos aumenta. Se nos dividirmos, passamos a controlar duas células gémeas.

Tal como na vida real, no Agar.io existem virus. Umas “células” verdes e cheias de picos, que, quando absorvidas pelas células grandes resultam na explosão da célula conquistadora. Foi o que nos aconteceu quando estávamos a bater o nosso record pessoal… Umf.

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Para já o jogo só está disponível no browser, e é preciso um rato. Perguntámos a Matheus se estaria disponível noutras plataformas e obtivemos um “Talvez. Mas prefiro não falar disso até estar finalizado“.