A Apple tem um negócio da China


 
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No primeiro trimestre de 2015, a Grande China – região que inclui não só a China continental, como Hong Kong e Taiwan – foi, pela primeira vez, o segundo mercado onde a Apple mais fez dinheiro, atrás apenas dos Estados Unidos, mas o mercado onde a gigante norte-americana mais iPhones vendeu.

Os dados são da própria Apple e integram o relatório de contas da empresa sobre Janeiro, Fevereiro e Março deste ano, apresentado no final e Abril.

29% das receitas globais da Apple vieram da Grande China, retirando peso tanto aos mercados norte-americano (37%) e europeu (21%). O volume de negócios na Grande China subiu 71% no trimestre passado, por comparação com 2014, atingindo 16,8 mil milhões de dólares. Há 2 anos, as receitas da Apple na China eram um pouco menos de metade e representavam representavam 19% do negócio total.

Globalmente, a Apple fez 58 mil milhões de dólares no primeiro trimestre de 2015, uma subida de 27% relativamente ao mesmo período de 2014. Os novos iPhone 6 e iPhone 6 Plus contribuíram para que esta categoria de produto representasse, de longe, a maior fatia das vendas com 61,2 milhões de unidades. Um número que contrasta com os 12,6 milhões de iPads vendidos (o tablet da Apple continua em declínio) e com os 4,5 milhões de Macs (as receitas com os computadores aumentaram).

Foi na Grande China que, globalmente, a Apple mais iPhones vendeu. A empresa não especificou quantidades; revelou epanas que, pela primeira vez, a procura por parte dos consumidores chineses superou a procura pelos consumidores norte-americanos.

Os chineses são cada vez mais importantes para as receitas da Apple, numa altura em que os mercados ocidentais estão maduros e o crescimento na venda de smartphones acontece sobretudo nos segmentos de gamas mais baixas, onde a Apple não compete.

Tim Cook cria conta no “Twitter chinês”

Na sequência do crescimento da posição da Apple no mercado oriental, Tim Cook, que mantém uma presença muito discreta nas redes sociais, juntou-se na semana passada ao “Twitter chinês”. O CEO da Apple tem agora uma conta no Weibo, uma plataforma que é muito semelhante à plataforma do pássaro azul.

Na segunda-feira, dia 11, Cook escreveu em inglês e chinês uma mensagem na sua conta verificada do Weibo: “Olá, China. Estou feliz por estar de volta a Beijing, anunciando novos e inovadores programas ambientais.”

O Weibo tem cerca de 180 milhões de utilizadores mensalmente activos, aproximadamente metade dos 300 utilizadores mensalmente activos do Twitter. É uma das plataformas sociais mais usadas na China, estando atrás apenas do WeChat, que tem cerca de 500 milhões de utilizadores mensalmente activos.

timcookweibo

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