Estes braços robóticos são controlados pela mente


 
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Facilitar a vida das pessoas é um dos objectivos para que a tecnologia deve ser usada, especialmente aliada à robótica. Mais de nove anos de testes depois, a Johns Hopkins University Applied Physics Lab mostrou mais detalhes daquilo que promete ser o futuro das próteses: eis a Modular Prosthetic Limbs (MPL), que funciona à base do… pensamento.

A MPL faz parte de um projeto que resultou do investimento de mais de 120 milhões de euros, por parte do Pentágono, para ajudar antigos heróis de guerra que sofreram amputações. A prótese conta com um total de 26 pontos de rotação e mais de 100 sensores, aguentando com cerca de 20 kg.

O que diferencia este de outros produtos da mesma categoria é, precisamente, a forma como é controlado: pelo pensamento da própria pessoa, oferecendo a melhor aproximação possível de um braço “real”. Tal como há diferentes tipos de amputações, a MPL tem também caraterísticas modulares que se podem adaptar às condições de cada pessoa.

As vantagens são muitas, mas há dois pequenos grandes problemas que podem determinar o seu sucesso no mercado. Em primeiro, um produto como este terá de passar pela aprovação da Food and Drug Administration antes de poder ser vendido. Em segundo o custo de aquisição. Actualmente existem dez próteses totalmente operacionais, mas para fins experimentais apenas. Cada prótese custa cerca de meio milhão de dólares.

“Desenhámos um Maserati, mas o que a maioria das pessoas quer é um bom Toyota”, disse Mike McLoughlin, responsável do projecto, ao The New York Times, “a MPL foi intencionalmente desenhada para ser o mais sofisticada possível para pudéssemos atingir o estado de arte, mas será necessário um design de mais baixo custo para a sua comercialização”.

O laboratório já está à procura de parcerias comerciais. Entretanto, o The New York Times fez uma reportagem com uma das pessoas que mais poderia beneficiar de tudo isto. Impossível não ficar comovido a ver:

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