Como é o Android One?


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O Android One não é um sistema operativo novo, mas sim é um programa de hardware e software da Google, apresentado em Junho do ano passado, que quer colocar um telemóvel Android na mão de cada pessoa do mundo.

De certa forma, a iniciativa Android One completa a ambição do Internet.org de conectar o mundo. Se este último vai providenciar às populações remotas um serviço básico e gratuito de Internet, o projecto de Sundar Pichai pretende dar-lhes um terminal para usufruírem desse serviço. Mas o Android One é uma ideia mais abrangente.

Tem em vista também os mercados emergentes, onde já existe net, mas onde dominam os telemóveis convencionais (sim, aqueles com teclas). Através deste programa, a Google pretende em parceria com as fabricantes de telemóveis criar equipamentos de baixo custo, mas capazes de oferecer uma experiência boa e básica de utilização.

Os telemóveis desenvolvidos ao abrigo do Android One correm o sistema operativo Android original, sem modificações, para que os utilizadores tenham instalada sempre a última versão durante 2 anos. Ao se encarregar de distribuir as actualizações, a Google quer evitar um problema dos telemóveis de baixo custo, que tendem a ficar com uma versão antiga do Android sem qualquer possibilidade de update, deixando os utilizadores sem acesso a novas apps e serviços.

O Android One já está presente em 7 países. Arrancou em Setembro do ano passado na Índia com três fabricantes (a Micromax, a Spice e a Karbonn) a comercializarem telemóveis com ecrã de 4.5 polegadas, 1 GB de RAM, câmaras de 5 e 2 megapixels (traseira e frontal), processador de 1,3 GHz, entrada para cartão microSD, rádio FM e suporte dual SIM. Ao nível do software, o Android One oferece, na Índia, suporte para o idioma Hindi, jornais locais através da app Google Play Newsstand e ainda uma versão especial do YouTube concebida para poupar dados móveis. Os equipamentos custam menos de 100 euros.

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Depois da Índia, o Android One seguiu para a Indonésia, as Filipinas, o Sri Lanka, o Bangladesh e o Nepal. Já este mês chegou ao território europeu, através da Turquia.

Em parceria com a General Mobile, a proposta da Google para a Turquia é um telemóvel com um ecrã Gorilla Glass 4 de 5 polegadas com uma resolução quase HD, 2 GB de RAM, câmaras de 13 e 5 megapixels, processador Snapdragon 410 e suporte para 4G/LTE. É o melhor telemóvel Android One até ao momento – e também o mais caro: 250 euros.

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O programa Android One vai continuar a sua expansão, numa resposta da Google aos mercados emergentes. A gigante conta também com a ajuda da HTC, da Asus, da Acer, da Panasonic e da Lenovo, entre outras fabricantes (e as fabricantes referidas anteriormente), na concretização de colocar um telemóvel Android na mão de todos.

 

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