Google Play Music recebe nova interface web


 
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Em 2014, a Google apresentou uma nova linguagem chamada material design e, ao longo do último ano tem aplicado-a lentamente nos vários serviços e plataformas. A maioria das apps da empresa para Android e iOS já estão desenhadas à base deste esquema visual, mas no computador são poucos os sites da empresa que seguem as novas regras.

Depois de há uns meses o Google Play Music receber o material design nas suas apps móveis, recebeu-o agora na sua versão web. O serviço de música da Google ficou muito mais bonito no computador; a interface usa o mesmo laranja da versão móvel, o que, de certa forma, torna a experiência multi-plataforma muito mais coerente.

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Se abrimos o Google Play Music no browser, sentimos que estamos a usar uma app e não um website. Há muita cor laranja, mas também há muitas sombras e animações que elevam a experiência a um patamar para além do incrível. O header muda à medida que fazemos scroll. O menu de navegação está no lado esquerdo e pode ser escondido se queremos, por exemplo, concentrarmo-nos numa playlist. As capas dos álbuns e as fotos dos artistas estão em destaque em qualquer página. A lista de reprodução no canto inferior direito é agora um pequeno pop-up que podemos chamar quando precisamos dele e esconder quando queremos continuar a navegar no serviço.

O novo Google Play Music apresenta alguns pormenores curiosos. Por exemplo, a página de artistas mostra agora as fotos destes num formato circular e não num formato quadrangular, pois o círculo foi a “norma” adoptada para mostrar contactos/pessoas nas apps.

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Este redesign pode ser uma boa desculpa para dares uma (nova) oportunidade ao Google Play Music. Provavelmente não sabes, mas o serviço e música da Google permite-te não só compar álbuns e faixas na loja de música do Google Play, como também fazer o upload gratuito de até 50 mil músicas para a cloud da Google.

Essas 50 mil músicas – que podem vir do iTunes, de CDs, de sites piratas ou de downloads legais – ficam acessíveis no telemóveis e no tablet, através das apps móveis do Google Play Music, e também no computador, através do browser. Para além de armazenar a tua música, o Google Play Music analisa a tua biblioteca e cria-te mixes. E tu podes criar as tuas playlists.

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Para os “preguiçosos”, o Google Play Music disponibiliza um plano de streaming de 9,99 €/mês, chamado All Access, que garante acesso a uma biblioteca de milhões de músicas, sem anúncios, bem como ao serviço YouTube Music Key. A subscrição do All Access não impede o uso do espaço de armazenamento gratuito de 50 mil músicas.

Com um aspecto fresco, o Google Play Music afirma-se no mercado do streaming de música, onde compete com o Spotify, o Rdio, o Tidal e a Apple. O Spotify, recorde-se, está prestes a anunciar uma plataforma de vídeo; o Rdio lançou recentemente uma oferta de 3,99 dólares; o Tidal está a tentar conquistar mercado com conteúdo exclusivo; e a Apple pode entrar em força no streaming com o muito discutido “Apple Music”.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!