Hillary Clinton juntou-se ao LinkedIn… porque está à procura de emprego


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Um novo emprego que não é um emprego qualquer. Hillary Clinton quer ser a próxima Presidente dos Estados Unidos da América e assim consagrar-se como a primeira “Presidenta”, depois de Barack Obama ter sido o primeiro Presidente Afro-Americano.

Na sombra de Bill Clinton, seu marido, mas com uma carreira própria e uma notoriedade elevada na sociedade norte-americana, Hillary ganha vantagem ao lançar-se às urnas pelos democratas, mesmo depois do escândalo sobre o seu e-mail pessoal enquanto era Secretária de Estado de Barack Obama, o afro-americano que não conseguiu vencer nas directas do partido que ambos partilham.

Contudo, Hillary não se serve da influência positiva dos jornalistas norte-americanos, com os quais tem uma relação conturbada, para fazer o número de votos disparar. Obama, pelo contrário, sempre soube reinar bem o jantar com os correspondentes da Casa Branca, fazendo inúmeros números de humor tanto com a estrela cadente e ascendente Jimmy Fallon ou David Letterman. Como poderá Hillary Clinton mudar esta tendência?

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A candidata às presidenciais parece ter começado pelas redes sociais, mais propriamente o LinkedIn. Tal como a maior parte dos desempregados que estão activamente à procura de trabalho, Clinton inscreveu-se no site de networking e disse sem mais rodeios: “Sim, estou à procura de um novo trabalho”. Dias depois, a jogada política já conta com mais de 40 mil seguidores, o que numa rede social menos mainstream como o LinkedIn é notável.

Porém, Hillary Clinton não se ficou por aí. Ciente dos problemas que os norte-americanos actualmente enfrentam com o desemprego em níveis mais altos do que antes da crise de 2008/2009, a candidata a Presidente dos EUA partilhou uma publicação no seu perfil onde explica as quatro maneiras de dar um “boost” a um negócio que está a começar.

E não foi para menos: Clinton contou a sua própria história, tocou no coração dos eleitores e ainda deu dicas como as que se podem encontrar naqueles sites de onde é difícil sair tanta é a quantidade de artigos que nos parecem, à primeira vista, interessantes. “Enquanto eu cresci, o meu pai teve um pequeno negócio. E quando eu digo pequeno, eu quero dizer mesmo pequeno: era o meu pai e um funcionário mais ocasional. A minha mãe, os meus irmãos e eu ajudávamos (…) íamos todos guiados pela crença do meu pai de que se tu trabalhasses intensamente e fizesses o que era suposto fazeres, então as oportunidades iriam surgir”, conta Hillary Clinton na nota do LinkedIn.

Da parte pessoal para a realidade actual, Clinton confessa que de geração em geração – até a actual – ficou mais difícil “começar um negócio hoje em dia”: “trabalhar intensamente já não é suficiente para garantir uma oportunidade”, considera, explicando que outros factores como o acesso ao crédito, a existência de demasiados reguladores do sistema e o licenciamento necessário são vertentes negativas de construir um negócio actualmente.

Mas há soluções, segundo Hillary Clinton: 1- cortar a fita vermelha que contém os negócios pequenos e os empreendedores; 2- expandir o acesso ao capital financeiro; 3- promover políticas de alívio da carga fiscal, assim como a simplificação do sistema para pequenos negócios; 4- expandir o acesso a novos mercados;

O anúncio da criação do perfil de LinkedIn foi feito noutra rede social, o Twitter.

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