Na Suécia, os dadores recebem um SMS quando o seu sangue salva alguém


 
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Na Suécia, à semelhança do que acontece em Portugal e também nos restantes países da Western Union, o número de doações de sangue está em decréscimo. Estima-se que as doações tenham diminuido 40% num espaço de 10 anos. Os suecos, com vista a combater isso mesmo, fizeram-se valer da tecnologia e lançaram uma nova iniciativa: enviar uma mensagem de texto aos dadores, no momento em que ocorre a transfusão do sangue para um paciente.

A iniciativa é simples mas, para já, está a revelar-se bastante eficaz. O feedback das pessoas é bem mais positivo que antes, o que acaba por encorajá-las a doar sangue com maior regularidade. Sentem que realmente  puderam contribuir de maneira determinante e ajudar alguém, até mesmo salvar alguém.

Karolina Blom, responsável de comunicação no serviço de sangue de Estocolmo, elucida-nos. “Nós estamos constantemente a desenvolver modos de expressar a importância dos dadores de sangue”, conta ao jornal The Independent. “É uma sensação maravilhosa saber que se fez uma diferença tão grande e positiva, ou até mesmo saber-se que se salvou a vida de outro ser humano.”

O programa é relativamente recente, começou em Estocolmo há cerca de três anos atrás, gradualmente, foi crescendo, e conquistou toda a Suécia. “Nós temos, agora, muito mais visibilidade nos meios de comunicação social graças ao uso do SMS. Mas, acima de tudo, cremos que a iniciativa irá fazer com que os doadores voltem, doem novamente”, afirma Blom.

O serviço NHS Bood and Transplant tem como principal preocupação aumentar o número de doações. Durante a National Blood Donation Week, como foi noticiado no Shifter, as ruas das cidades de alguns países da Grã-Bretanha foram inundadas por uma enorme campanha de marketing onde as letras “O” e “A”, relativas aos tipos sanguíneos em falta, foram removidas quer dos títulos dos principais jornais, quer dos sinais de sinalização nas ruas.

A campanha fez com que o problema da falta de stock nos bancos de sangue fosse abordado pela opinião pública e chegasse efectivamente a que tem um papel crucial na dádiva e no combate do problema… as massas, as pessoas.

Lottie Furugård, também responsável de comunicação no centro de sangue de Estocolmo, disse ao The Independent que os “média são um canal extremamente importante  para se angariar doadores. A Suécia precisa de dadores mais novos para que possa ter uma reserva futura garantida”.

É importante chegar efectivamente às pessoas, fazê-las crêr que o problema não é necessariamente de quem precisa, é de todos. A falta de dadores parte de uma consciência nacional pouco desenvolvida para com o assunto, que necessita de ser trabalhada. Esperamos então que a campanha sueca consiga demover tabus e despertar a sensibilidade junto das pessoas.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!