Este chip da IBM é tão pequeno e poderoso que desafia a Lei de Moore


Até meados de 1965, não existia nenhuma previsão real sobre o futuro do hardware. Foi, então, que o presidente da Intel, Gordon Moore, escreveu que a capacidade de computação (isto é, o número de transistores num chip) duplicasse a cada dois anos. A Lei de Moore foi a previsão mais acertada de toda a história do mundo da tecnologia; todavia, nos últimos anos, tem vindo a ser questionada à medida que a tecnologia fica cada vez mais pequena.

Esta quinta-feira, a IBM revelou ser possível produzir chips que têm apenas 7 nanometros de largura – é mais ou menos a largura de alguns filamentos de DNA.

As tentativas anteriores de fazer chips tão pequenos como este falharam por requererem demasiada energia para funcionar ou não conseguirem conduzir electricidade de forma eficiente. A IBM colmatou o problema com o uso de sílico-germânico, uma semicondutora que a empresa tem vindo a usar desde 1989, nos seus transistores, e também com uma nova maneira de gravar os chips, chamada litografia ultravioleta extrema.

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Segundo a IBM, consegue-se assim um aumento em 50% a relação performance/energia relativamente aos chips que estão no mercado hoje, mantendo a Lei de Moore mais ou menos intacta por agora, pelo menos. Ainda assim, o novo chip desafia a Lei e, segundo os investigadores da empresa, é a confirmação de que que mantê-la é extremamente difícil.

A indústria actual está a transitar dos chips de 14 nanometros (nm) para os de 10. Enquanto a Intel está a trabalhar para colocar chips de 10 nm no mercado, o seu gabinete de pesquisa indica que ainda é possível um tamanho mais possível. Depois dos 7 nm, por que não 5 nm? Bem, este deverá ser o próximo passo.

O novo chip foi criado na sequência de um projecto de investigação da IBM, que teve um investimento a 5 anos de 3 mil milhões de dólares para o desenvolvimento da tecnologia do chip, e que juntou uma fábrica de chips da GlobalFoundries, a Samsung e a Universidade Estatal de Nova Iorque.