De Toro Y Moi a Alt-J. Fica a saber o que já passou pelo Milhões


Existem festivais pequenos e festivais grandes. Festivais que são pela música, pelo espaço, ambiente e cartaz e festivais que são pela selfie, pela pulseira e pelas férias com os amigos. Festivais com ou sem campismo, caros ou baratos, com muito ou pouco carácter inovador. Depois? Depois há o Milhões.

Nascido no Porto em 2006, e com casa fixa em Barcelos desde 2010, não é só pelos panados gigantes do Xispes, pelos petiscos do palco Taina e pelo palco Piscina que os festivaleiros rumam ao norte.

A explicação passa por um factor simples: a descoberta. Este é o festival do “nunca ouvi”, do “acho que não conheço” e do “pá, não tou a ver” – e isso confere-lhe um público bastante diferente dos restantes certames nacionais. A verdade é que ao longo destes nove anos houve nomes astronómicos da música perdidos no cartaz, e nisso, pode dizer-se que este festival está a Milhões de quilómetros dos restantes.

Toro Y Moi

Chaz Bundick e companhia passaram pelo palco Milhões a 25 de Julho de 2010. Na mala, por aquela altura, traziam “apenas” Causers of This, o (incrível) primeiro álbum daquele que se viria a tornar um dos maiores projectos musicais da actualidade.

Radio Moscow

Para quem não conhece (e devia), Radio Moscow é um prato cheio de baterias e guitarras psicadélicas, diferente de quase tudo o que se ouve hoje em dia. E não, não vale a pena pensar em Tame Impala, isto é rock a sério. Com barba, cabelo grande e cerveja na mão. A passagem pelo palco Milhões foi a 24 de Julho de 2011.

Gold Panda

Sempre no espirito da descoberta, também Derwin Schlecker aka Gold Panda visitou o Milhões a 24 de Julho de 2010. O produtor britânico, associado, por exemplo, aos Simian Mobile Disco, trazia na mochila alguns EP’s e singles mas nada de álbum até Setembro.

XXXY

Triple-x-y é, hoje em dia, um dos maiores nomes da cena UK Underground. Mas em 2012, altura que passou pelo festival, Rupert Taylor era só mais um DJ a dar música aos milhares de ouvidos que preenchiam a plateia do palco Vice. O produtor inglês largou a guitarra e o microfone para seguir o caminho do techno e do drum&bass e a 21 de Julho mostrou-nos um pouco do que andava a fazer.

Alt-J

Um dos nomes mais sonantes do panorama musical actual, os Alt-J trouxeram música aos ouvidos dos “Milhionários” em 2012. Acabado de chegar ao mercado nesse ano, o primeiro álbum An Awesome Wave foi o cartão de visita dos britânicos que actuaram no palco Milhões a 22 de Julho.

Crystal Fighters

Depois da passagem por Portugal este ano (tal como Toro Y Moi), os Crystal Fighters já haviam aterrado no palco Vice a 25 de Julho de 2010. O experimentalismo da organização era tanto que a banda ainda nem tinha lançado o primeiro álbum, Star of Love, comercializado apenas a 4 de Outubro desse ano.

Graveyard

Da Suécia para Barcelos, os Graveyard trouxeram, em 2011, dois álbuns para mostrar a quem os quis ouvir. A banda tem vindo a aumentar a base de fãs graças ao estilo pouco característico e, mais uma vez, a organizadora garantiu uma boa confirmação. O concerto aconteceu a 22 de Julho no palco Milhões.

Connan Mockasin

Um dos mais excêntricos e geniais músicos da actualidade, o neo-zelandês Connan Mockasin encheu o palco Milhões com a sua guitarra psicadélica e voz arrepiante a 21 de Julho de 2012. O que até então soava estranho e desconcertante, acabou por se materializar num estilo musical único. Mockasin (a solo desde 2010) trouxe dois álbuns até ao norte de Portugal: Please Turn Me Into The Snat e Forever Dolphin Love.

Washed Out

Ernest Greene até podia ser o irmão gémeo de Chaz Bundick, pelo menos a nível musical. Mas não é. Parecenças sonoras à parte, Washed Out fez parte do cartaz do Milhões no mesmo dia de Radio Moscow, 24 de Julho e desde então tem trazido uma agradável lufada de synthpop e vaporwave ao mercado musical.

Valient Thorr

Já habituados a terras portuguesas, com passagens no Santiago Alquimista e MusicBox, em Lisboa, os Valient Thorr rumaram ao norte em 2010 e destruíram o palco Milhões a 23 de Julho. O heavy metal / hard rock da banda de Greenville, na Carolina do Norte deixou muito suor e muito sorriso no público português, o que explica o sucesso que também têm tido fora de portas.

(foto: Eduardo Pinto / Flickr)