A Google quer tornar os beacons relevantes e nós estamos entusiasmados


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Os beacons são pequeníssimos aparelhos que, através de bluetooth, enviam sinais para telemóveis que estejam próximos deles. Na prática, isto significa que em contexto de supermercado, posso receber alertas (na forma de push notifications) de promoções.

Em 2013, a Apple anunciou entusiasticamente a sua aposta nos beacons, baptizando-os de iBeacons e permitindo aos programadores a criação de apps para iOS que comunicassem com esses equipamentos. Todavia, os iBeacons quase que caíram no esquecimento. Podemos encontrá-los em Apple Stores, ajudando os clientes nas suas compras, e em algumas outras lojas físicas, mas pouco mais que isso.

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Na verdade, para além de os iBeacons só funcionarem com os iDevices mais recentes, eles estão restrictos ao ecossistema da Apple. Ora, o Android é o sistema operativo móvel dominante, com uma quota de mercado superior de 78,0%, um número que colocado lado a lado com os 18,3% do iOS mostra o quão pouco abrangente é o ecossistema da Apple.

Contudo, graças à Google os beacons podem tornar-se relevantes novamente. A gigante de Mountain View parece interessada em levar os beacons para o mainstream.

Eddystone é o nome de um protocolo open-source que qualquer fabricante pode adoptar nos seus beacons por menos de 10 dólares, colocando-os a comunicar não só com equipamentos Android, como também com iPhones e iPads.

Se os iBeacons pararam na escala evolutiva, os beacons da Google querem reavivar a tecnologia, tornando-a algo grande e open-source. Até porque uma das tendências crescentes dos dispositivos móvel nos últimos anos tem sido o contexto espacial em que são utilizadores – com os beacons, o teu telemóvel pode saber se estás em casa, num supermercado ou no topo da Torre Eiffel, e responder em conformidade.

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Actualmente, o propósito de contexto espacial dos beacons está a ser mal cumprido através da leitura de QR Codes, da conexão a redes Wi-Fi e à localização por GPS – tudo coisas que implicam que tires os telemóvel do bolso e faças algo com ele, em vez de simplesmente andar com o aparelho no bolso e receber uma notificação quando te aproximas de algo interessante.

Imagina o que seria chegares a uma paragem do autocarro e receberes no teu telemóvel uma notificação com os tempos de espera em tempo real. Ou entrares num restaurante e receberes no ecrã o menu do dia. Estes são apenas alguns exemplos do enorme potencial que os beacons podem oferecer.

Se o Eddystone arrancar – e esperemos que sim –, abre-se uma porta para inúmeras soluções criativas para as marcas e negócios, que nós vamos gostar de aproveitar.

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