O Google e o Google+ assinaram os papéis do divórcio


 
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“Apesar de termos acertado em algumas coisas, fizemos algumas escolhas que, olhando para trás, têm de ser repensadas.” As palavras são de Bradley Horowitz, o actual “patrão” do Google+ (e não só), e foram escritas esta segunda-feira no blogue da empresa.

A Google deu, finalmente, alguns detalhes sobre o futuro do Google+. Um futuro que vai passar por um divórcio entre o própria Google e o Google+. Na prática, a rede social deixará de interferir na experiência que temos dos restantes produtos da empresa.

Uma das ideias por detrás do Google+ era dar aos utilizadores uma identidade única, com um perfil transversal a todos os produtos da empresa. Mas os utilizadores não gostaram disso. “As pessoas disseram-nos que aceder a todas as suas coisas da Google com uma única conta torna a suas vidas muito mais fáceis”, escreveu Horowitz. “Mas elas também nos disseram que não faz sentido que o seu perfil de Google+ seja a sua identidade em todos os produtos que usam.”

Um YouTube sem Google+

As mudanças mais significativas vão ocorrer no YouTube. Por um lado, deixará de ser preciso um perfil Google+ para criar um canal de YouTube. E, por outro, os comentários do YouTube voltarão a ser como antigamente, isto é, não terás de estar no Google+ para poderes comentar vídeos (em 2013, passou a ser obrigatório Google+ para comentar no YouTube, na tentativa de reduzir as agressões verbais e o spam).

Daqui adiante, o Google+ será um produto independente e facultativo para quem o quiser usar. Nunca mais precisarás de criar uma conta na rede social se só queres ter uma conta Google para usar o Gmail ou o Maps. A tua conta Google será totalmente privada, a não ser que decidas registar-te no Google+ (aí, sim, passarás a ter um perfil público).

O Google+ ter o seu cantinho e não aborrecer

O Google+ terá o seu foco mais direccionado para a partilha de conteúdo de que gostamos com pessoas que partilham os mesmos interesses que nós. Na prática, o foco do Google+ será mais reduzido (por exemplo, em produtos como o Google+ Collections) e a Google vai mover algumas funcionalidades para fora da rede social. As mensagens e as fotos foram as primeiras (temos agora o Google Hangouts e o Google Photos como dois produtos independentes). Seguir-se-á a partilha de localização, que vai ser integrada no Hangouts num futuro próximo.

Não é segredo nenhum que o Google+ não funcionou da forma que a Google planeou, pelo que a empresa está a tentar agora resolver as coisas. Resta saber se o Google+ vai manter o seu nome ou não.

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