Os Pontos Negros: músicas para as saudades que temos deles


Acordámos hoje com um post d’Os Pontos Negros que comemora 10 anos de carreira da banda. Um dos pontos altos do indie rock português que brilhou no início da década de 00, qualquer pessoa que tenha visto os Pontos Negros ao vivo, ou vibrado com os seus discos, sabe que esta é uma banda que deixa saudades.

Donos de um rock fervilhante e do melhor trocadilho com White Stripes alguma vez feito na música portuguesa, a banda dos irmãos Pires, Jónatas e David, onde entraram também Silas Ferreira e Philip Sousa, trocaram o Sol da Caparica pela cave da Igreja Baptista. Foi lá que receberam uma inspiração divina para criar rock & roll cheio de feeling e com muita facilidade em ser orelhudo.

Depois do crime elétrico deste ano no Sabotage, onde fãs saudosos aplaudiram o regresso da banda, concluímos mais uma vez que nem tudo o que é bom, dura para sempre. Será que o aniversário dos dez anos é uma desculpa para matar saudades?

Com momentos ora mais animados, ora mais melancólicos e composições que nos lembram como o indie foi uma maravilha durante os seus tempos mais vibrantes deste milénio, Os Pontos Negros já duram dez anos e, apesar de parados nos últimos anos, continuamos a lembrar-nos deles. Para as saudades que existem de um novo trabalho editado, fica uma lista de temas da banda:

O homónimo (2007)

O disco homónimo que a FlorCaveira ajudou a trazer ao mundo mostrava-nos como os Strokes podiam ter sido portugueses, ainda mais em faixas tão saborosas como esta “Hora de Ganhar Juízo”.

Magnífico Material Inútil (2008)

Começava aqui o sucesso de uma banda rock portuguesa que já tocava nas rádios, tinha videoclips na MTV, tocava nos festivais de verão e estava na ponta da língua de toda a gente. É impossível falar deles sem referir o estrondoso sucesso do tema seguinte.

A sonharem com o seu sucesso underdog, mas sempre com farpas apontadas ao portuguesismo mais bacoco, este foi um disco cheio de grandes temas, tantos deles memoráveis. É o caso desta “Triunfo dos Porcos”.

Pequeno-Almoço Continental (2010)

Este foi o segundo disco a sério dos Pontos Negros e apresentava-nos um som cada vez maior e mais temperado. Esta Rei Bã, para além de um trocadilho maravilhoso, tem tudo o que precisamos numa música de verão.

Soba Lobi (2012)

Os Pontos Negros regressaram em 2012 com o quarto álbum de originais. Chama-se Soba Lobi e tinha sido gravado nos estúdios Abbey Road em Londres, a convite da Optimus Discos (agora NOS Discos). Fica a “Senna” para todos os que não querem ser Schumacher.