O Snapchat brindou-nos com esta deliciosa explicação do que se passou na Grécia


Independentemente dos resultados de ontem— que, com uma vitória alargada do Não, lançam a Grécia para um engodo cada vez maior —, continua a fazer-se história no campo da democracia.

As redes sociais mudam dia-a-dia as sociedades em que vivemos. E não há, até ver, motivos para as pormos em causa — erro cometido sucessivamente pelo português. Felizmente, esta mudança no nosso círculo mediático não parte unicamente do mundo ocidental.

Em Portugal assistiu-se, há não muitos anos, a uma convocatória pública dos cidadãos que se considerassem “à rasca”. Centenas de milhares apareceram. Mas também em Tahrir, no Egipto, a história tomou um rumo semelhante em 2011. Mais de um milhão de pessoas saiu à rua para pôr em causa o regime sujo de Mubarak. E conseguiu; tudo graças ao Twitter, YouTube e Facebook. Plataformas de milhões derrubaram os do costume.

Ontem, o Snapchat brindou-nos (à geração iPhone e Wi-Fi) com esta deliciosa explicação do que se passou em Atenas. Votantes #OXI e #NAI mostraram ao mundo — na hora, minuto e segundo — que o seu país importa.

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E, sobretudo, que o mundo se deve importar com ele. Em menos de 90 segundos, a crise grega saltou de Atenas para as 4 e 5 polegadas que nos cabem no bolso e de onde retiramos a maioria da informação ao minuto. Mais do que uma manobra de Marketing, esta estratégia de comunicação foi um mimo para a democracia.

Esperemos que mais e melhores redes tragam mais e melhores políticos. Os tempos estão a mudar. Resta esperar que as pessoas mudem com eles.

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