A revolta contra o turismo


Em Copenhaga, que recebe anualmente 1,5 vezes mais turistas do que a população da Dinamarca, foram instituídas “zonas silenciosas” nos bairros habitacionais, que os guias têm de respeitar baixando o volume dos altifalantes quando mostram a cidade.

Os dinamarqueses impuseram limites à compra por estrangeiros de propriedades nas suas costas marítimas e limitam as licenças de bares e restaurantes na capital.

A questão, diz um porta-voz do Turismo da cidade, é: “como tirar vantagem do crescimento do turismo e não ser tomado de assalto pelas massas?

Outras cidades têm resolvido problemas levantados pela avalanche de turistas, proporcionada pelo aumento dos tempos livres e pela revolução low cost.

Em Lisboa, já se começaram a ouvir alguns protestos de moradores face aos excessos e ao comportamento dos turistas.

A revolta contra o turismo é global, atinge cidades e locais de culto desde a Ásia à Europa passando pelas Américas. O artigo do New York Times dá conta de como a revolta tem sido acalmada nas diversas latitudes.

(texto: Paulo Querido)

Aprofundar

The Revolt Against Tourism (Elizabeth Becker/The New York Times): In Thailand a Chinese tourist was recently caught on video ringing and kicking sacred bells at a Buddhist temple as if he was in a game arcade.