Não é só com bons sons que se vive a aldeia de Cem Soldos


O Bons Sons é muito mais que o festival de concertos. Acima de tudo, o Bons Sons é um pretexto para uma aldeia do interior, unida, convidar quem tiver interesse em descobrir um programa musical, artístico e gastronómico carinhosamente desenhado. De 13 a 16 de Agosto, a aldeia de Cem Soldos terá mais que bons sons.

A aldeia de Cem Soldos é fechada e o seu perímetro delimita o recinto que acolhe 8 palcos, perfeitamente integrados nas suas ruas, praças, largos, igreja e outros equipamentos. Da música às artes plásticas, motivos para viver a aldeia não existirão. O Bons Sons surge como uma interessante e diferente proposta para um programa familiar.

Além de tudo, o festival distingue-se por proporcionar um ambiente pacífico e tranquilo que promove a boa convivência e respeito por todos, tornando-se bastante acolhedor para o público familiar.

São os habitantes de Cem Soldos que acolhem e servem os visitantes, numa partilha especial entre quem recebe e quem visita, proporcionando uma experiência única de um evento musical. Para as famílias que vivem nos grandes centros urbanos, esta pode ser a oportunidade de vir viver a aldeia.

Os passes de 4 dias para o Bons Sons custam 35 euros.

Cinema na aldeia

Durante a tarde, o BONS SONS apresenta as já habituais sessões de curtas-metragens de países de língua oficial portuguesa que compõem o acervo do Curtas em Flagrante MMXV. Esta mostra apresentará no BONS SONS os melhores trabalhos de 2015, provenientes do universo lusófono.

Consulta o programa completo aqui.

Dos Açores para Tomar: artes plásticas e performativas

Dois projectos de artes plásticas e performativas ocupam o centro de exposições Armazém e as ruas de Cem Soldos, promovidos pelo Walk&Talk, festival português de artes urbanas que se realiza anualmente em São Miguel, Açores. Estas iniciativas prometem animar o espaço com intervenções surpreendentes que promovem a interacção e a contaminação artística.

  • Exposição Reflexos, por Beatriz Brum (no Armazém): Reflexos reúne um conjunto de chapas de alumínio deformadas pelo fogo, cuja ação imprime movimento a objetos estáticos. Esse paradoxo é fulcral no processo de Beatriz Brum; a imprevisibilidade do resultado produzido pela ação do fogo fascina-a. Este trabalho rejeita a ideia de finitude, assumindo-se como um work in progress que não procura formar uma imagem definitiva.
  • Instalação artística de Nuno Pimenta no recinto: Nuno Pimenta desenvolve uma prática transdisciplinar que articula arte e arquitectura, focando o seu trabalho na apropriação e subversão de elementos urbanos comuns para a criação de espaços de reflexão política e social. Para Cem Soldos, vai propor um espaço que se prolonga para além do Bons Sons.

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Feira de Marroquinarias

As ruas do centro de Cem Soldos são animadas pela Feira de Marroquinarias e novo artesanato, mostrando artesãos e alfarrabistas nacionais, objectos tradicionais e artesanais contemporâneos.

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Burros de Miranda

Em colaboração com a Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA), são dinamizadas duas actividades em torno dos burros de Miranda, promovendo a interacção e a proximidade do público com estes simpáticos animais:

  • Aula do Burro, uma actividade formativa sobre as características e a importância do Burro de Miranda;
  • Passeios do Burro, onde guias especializados descrevem a fauna e a flora de Cem Soldos.

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Bons Jogos

Talvez conheças alguns: o “Trivial Pursuit”, o “Monopólio”, o “Xadrez”, o “Dominó”, talvez até o “Jogo da Glória”. Mas não é disso que se trata! Actualmente, existem milhares de jogos no mercado e todos os anos surgem novos lançamentos. Verdadeiras peças de coleccionador, o seu design é pensado para os vários tipos de jogadores, desde os que não querem dedicar muito tempo a aprender ou a jogar, aos mais aficionados que gostam de passar horas a jogar.

Há um jogo com um Panda que come bambu e um Jardineiro que o faz crescer; outro em que se usam dados para construir edifícios; outro de intriga e engano, em que os jogadores assumem papéis de personagens e tentam perturbar os restantes com acções traiçoeiras; outro ainda para construir a maior rede de linhas de comboio…

Ficaste curioso? Estás convidado a experimentar jogos que nunca imaginaste existirem, entre as 14 e as 18 horas, na SCOCS. Conhece aqui os jogos disponíveis.

Restauração

O recinto dispõe de vários pontos de restauração numa oferta ampla e diversificada. O visitante encontrará comida regional, refeições ligeiras, opções vegetarianas, produtos biológicos, tascas tradicionais, bares variados e petiscos para comer sentado ou a caminho dos palcos. Todos os restaurantes incluem sopa na ementa.

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Tens uma banda? Aparece no Palco Garagem

Mediante inscrição diária, qualquer pessoa ou agrupamento pode mostrar o seu talento. O Festival disponibiliza gratuitamente o palco, as condições técnicas e a possibilidade de tocar para um número considerável de pessoas.

Este palco é uma oportunidade única para projectos originais se estrearem, testarem a receptividade do público e de agentes mas, sobretudo, para celebrar a música, num ambiente festivo e descontraído.

Aqui as músicas são para todos e o Palco Garagem é de quem o apanhar.

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Música para crianças

As manhãs do Festival são dedicadas aos mais novos e às suas famílias, com programação específica no Auditório de Cem Soldos.
Logo a partir das 10 horas, realizam-se as sessões de Música para Bebés, com um programa destinado a crianças dos 0 aos 5 anos e respectivos pais. Pelas 12 horas, é a vez da faixa etária entre os 6 e os 10 anos, com um Atelier de Música Tradicional Portuguesa que termina num mini concerto para os pais.

Estas sessões estarão a cargo da Associação Canto Firme e pretendem proporcionar experiências lúdicas, de partilha familiar e de sensibilização em torno da música.

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Música, conversa, música, conversa, música…

Conversa ao Correr das Músicas inaugura um novo ciclo programático no Auditório, com músicas intercaladas por conversas conduzidas por Soraia Simões.

Nas tardes de 13 a 16 de Agosto, será proporcionada uma interacção próxima entre público e artista, através da partilha de histórias e da troca de experiências, ao sabor dos temas que o autor vai oferecendo à audiência.

Às canções interpretadas juntam-se o percurso de cada músico convidado e os temas, as versões e as noções musicais que se escondem por trás de algumas das suas criações.