Uma campanha de preservativos que te vai deixar sem pica nenhuma


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Este é um daqueles casos em que tudo está alinhado para conseguir chegar a um final feliz (nada a ver com o sudeste asiático). O produto é bom – um dos preservativos mais finos do mercado, segundo a marca – e o insight e conceito são criativamente excitantes. Tantos pontos positivos teriam tudo para acabar num grande trabalho, que obviamente deixaria o cliente em êxtase e a equipa que o idealizou orgulhosa pelo resultado final. Mas por vezes o entusiasmo em excesso pode levar a uma precocidade que faz com que a ideia e o resultado final acabem por ficar meio… moles.

Os preservativos Okamoto lançaram esta semana uma série com 3 filmes de 15 segundos cada com um conceito tão simples e tão verdadeiro que não dá para não aplaudir de pé: tão finos que vais ter de pensar noutra coisa. Tau. Assim, mesmo na face. Tudo batia certo na equação: uma marca de preservativos desconhecida no ocidente sem nada a perder + uma agência média no mercado americano pronta para dar o salto e fazer-se ouvir no mundo + um conceito tão verdadeiro quanto a excitação dos criativos ao chegar até ele. O que falhou então senhores? Um dos factores mais importantes: A EXECUÇÃO.

É graças a uma materialização que roça o amador e um casting perto do hediondo (safa-se a miúda e o pepino) que esta série de filmes não é algo mais do que uma campanha mediana. Criada pela agência Marcus Thomas, todos os filmes partem sempre da mesma base: um plano do ponto de vista do protagonista, uma rapariga em poses sexy e uma respiração ofegante. Até aqui tudo ok, meio softcore anos 90, mas aceitável para o produto em questão. O pior vem depois. Desde a simulação fake-que-dói do pestanejar até ao fecho com um vizinho esquisito a dançar ao som de música ridícula, tudo podia ter sido pensado, realizado e executado de forma diferente, evitando o desconforto intelectual e possíveis caras de espanto negativo de quem está a ver. Mas infelizmente não foi. E o que poderia ter sido um gigante “oh si!” acabou por ser só um “já está?”.

Até podemos concluir que esta é uma campanha bastante eficaz do ponto de vista criativo. Afinal, o resultado final também acaba por nos fazer pensar noutra coisa um bocadinho mais excitante.

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