5 previsões para o futuro dos transportes (e das cidades)


As tecnologias não estão apenas a mudar a forma de ir do ponto A ao ponto B. É mais profundo: vão alterar radicalmente as infraestruturas das cidades.

Não é nada realmente novo: as cidades têm mudado por força dos transportes, em especial desde o fim do século 19 com a invenção dos automóveis, dos comboios de superfície e enterrados no subsolo, e com a aviação comercial.

Para este século temos como principais forças de mudança o ridesharing, a eletrificação dos veículos e a sua autonomização, e a ligação de todos os veículos numa imensa rede dinâmica que afetará setores marginais, desde a propriedade dos veículos ao sistema de parqueamento, passando pelo recarregamento e pela gestão urbana.

Tendo em conta que a migração para as grandes cidades continuará como uma tendência de longuíssimo prazo, aresolução dos problemas das mega-cidades é uma das grandes áreas para a inovação e o empreendedorismo.

Eis 5 previsões para levar em conta e se inspirar para a startup que originará uma empresa para os seus próximos 20 ou 30 anos:

  • A Uber acabará por construir uma frota de veículos elétricos, autónomos e controlados de forma centralizada, rompendo o conceito do que são hoje os transportes públicos individuais e de massas.
  • Novos modelos de trânsito com direccionamento dinâmico permitirão concentrar a propriedade dos veículos, hoje disseminada até ao ponto da propriedade individual, e alterar os padrões do desenvolvimento urbano.
  • As gasolineiras vão desaparecer devido à redução da propriedade e à eletrificação, forçando a reestruturação do sistema de distribuição de energia.
  • O setor do parqueamento comercial entrará num processo de consolidação antes de começar a declinar, rompido por modelos de parqueamento on-demand que agregarão a procura de espaços para estacionar (a uberificação do estacionamento).
  • As startups de carros conectados originarão uma imensa quantidade de dados sobre veículos e tráfego em tempo real, permitindo sistemas de gestão de transportes mais seguros, económicos e eficientes.

Texto: Paulo Querido

Aprofundar

Baby, We Won’t Drive Our Cars: The Future Of Automotive Transportation (Phil Carter/TechCrunch): Just as the combination of domestic horses drawing wheeled vehicles paved the way for increased trade during the Bronze Age and development of the steam engine and locomotive powered unprecedented economic growth during the Industrial Revolution; the confluence of ridesharing, electrification, connected cars, and autonomous vehicles will unlock a new transportation paradigm with innumerable benefits for human society, changing not just how we move but how we live.