Como a Google está a ajudar na luta contra o Estado Islâmico


google luta contra o Estado Islâmico
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A Google é agora uma letra num Alphabet, mas os seus serviços continuam a ajudar na luta contra o Estado Islâmico. Com uma rede extensa de serviços, desde o imprescindível Google Maps até aos produtos do X Lab, a Google/Alphabet está a ajudar na conexão entre as forças americanas e as formações curdas, na Síria, que estão a lutar contra o proclamado Estado Islâmico.

Numa reportagem de Rukimini Callimachi para o The New York Times é possível ler que os militares, principalmente as salas de comando, usam o Google Maps para planearem ataques e movimentações, marcando no mapa os vários locais. No terreno utilizam aparelhos Android como os tablets da Samsung para coordenarem as linhas de combate e os movimentos aéreos de cada força militar. Através do GPS enviam coordenadas para identificar o local onde habita o inimigo, levando a uma mais eficaz luta contra o grupo extremista.

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Esta é mais uma prova de como a tecnologia pode estar a mudar as dinâmicas militares no terreno. A guerra “moderna” usa ferramentas disponíveis para todos os consumidores, como é o caso do software Android, que são baratas, e tornam-las em “armas” de estratégia. Ao Quartz, um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA explicou que “não vão divulgar informação específica sobre o processo de delinear uma estratégia”, mas revela que, em alguns casos, combatentes anti-EI no norte da Síria transmitem informação à força militar norte-americana sobre as posições do inimigo.

Através de drones, espiões satélites – um sistema a que os EUA chamam de Intelligence, Surveillance and Reconnaissance [ISR] platforms –, os EUA conjugam toda a informação e conseguem atingir o alvo através de ataques aéreos sem comprometer a sobrevivência dos cidadãos que vivem na zona.

Mas por que é que os mapas do Google Maps estão a ser utilizados para comunicar com os cursos? De acordo com o Quartz, os mapas militares via satélite desenvolvidos pelas forças militares dos EUA são considerados materiais sensíveis e, por isso, não podem ser partilhados com combatentes aliados que, no entanto, não fazem parte da lista de países que está na NATO. Um militar envolvido na defesa até desenvolveu uma aplicação chamada iSpatial que se baseia no mapa da Google para informar soldados e diplomatas.

Foto: The New York Times

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