Nasceu o M, a “Siri” do Facebook


 
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A Apple tem a Siri, a Microsoft tem a Cortana e a Google tem o Google Now. Agora é a vez do Facebook entrar no jogo dos assistentes pessoais. M é a proposta da rede social, um misto de inteligência artificial e humana. Vai viver dentro da app de mensagens, o Messenger.

O M será capaz de responder a perguntas variadas, sugerir restaurantes para ir, efectuar compras ou fazer reservas de viagens. No fundo, o M não só vai falar conosco, como realizar coisas por nós – uma oportunidade para o Facebook estabelecer parcerias com certos vendedores de produtos e serviços para que o M funcione com eles e não com concorrentes.

Ao contrário da Siri ou da Cortana, o M não usa comandos de voz. Responde, por seu lado, a mensagens de texto, a linguagem base do Messenger.

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O M não é feito só com inteligência artificial. O Facebook contratou pessoas reais para ajudar o M a responder aos nossos pedidos, enquanto aperfeiçoa a tecnologia para resolver essas mesmas questões de forma automática no futuro. Para o M, o Facebook não tem em conta nenhuma interacção feita no Facebook, como likes, apenas as mensagens de texto que o utilizador envia ao assistente pessoal.

Em suma, o M combina o poder do laboratório de inteligência artificial do Facebook com a destreza humana que a empresa de Zuckerberg pode contratar e com o universo de 700 milhões de utilizadores que compõe  o Messenger.

Num post no seu perfil de Facebook, David Marcus, o “patrão” do Messenger, anuncia que o M vai começar a ser testado junto de um pequeno grupo de utilizadores e que “este é o início da jornada para fazer do M um serviço que possa ser escalado”.

Fazer do M uma experiência para todos os 700 milhões de utilizadores pode ser um processo demorado, caro ou ambos. O Facebook pode não ter o dinheiro da Apple ou da Google, mas tem dinheiro – 4 mil milhões em receita e 700 milhões em lucro no último trimestre. Também tem tempo, tem tempo para arriscar – o Facebook lidera as mensagens com o Messenger a ter 700 milhões de utilizadores e o WhatsApp 800 milhões

Já não se pode dizer que todas as apps de mensagens fazem o mesmo e que não existem diferenças entre elas e os SMS. Ao longo dos últimos anos, o Messenger, o WhatsApp, o WeChat e o Line, entre outras, têm-se auto-definido, encontrando caminhos diferentes (simplicidade, ligação a negócios, stickers, jogos…).

A revista Wired tem mais detalhes sobre o M neste extenso artigo. Há que notar que desde que David Marcus se juntou ao Facebook para liderar o Messenger, o produto tem crescido bastante. Quer seja a plataforma de apps, o sistema de pagamentos ou o site independente, o Messenger está a ter a atenção que nunca antes tinha tido.

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