Veículos autónomos vão mudar o mundo e não será pouco


Os veículos autónomos têm um incrível potencial rompedor. Além do impacto social através dos motoristas e condutores, vão modificar várias indústrias e setores de actividade.

É claro que os projetos-emblema envolvem pessoas — seniores de preferência — e as maravilhas do transporte pessoal. Serve inclusive para estudos, como um da OCDE que tomou Lisboa como exemplo (link abaixo), sobre a mobilidade que fornecem dados interessantíssimos para os planificadores urbanos (só o impacto em estacionamento é brutal).

Mas na verdade o transporte pessoal está no fim da fila. A corrida para a aplicação comercial dos primeiros veículos autónomos é disputada a três: pequenos veículos em armazéns, grandes camiões em fábricas e zonas de exploração de recursos naturais e “corredores” de camiões em zonas controladas de auto-estradas públicas.

Desses, um será o primeiro. Mas pouco importa: os outros seguir-se-ão rapidamente. Numa segunda linha surgirá o comércio.

Os veículos autónomos serão combinados com outras novas tecnologias, como armazéns automáticos, drones e impressão 3D. Isso permitirá ter produtos prontos para entrega onde quisermos, quando quisermos — e muito mais rápido e mais barato do que actualmente é possível.

(texto: Paulo Querido/Hoje)

Aprofundar

How Self Driving Cars will disrupt Retail (Nathan Leigh/Medium): The general public may be slow to adopt but businesses and startups will utilise autonomous vehicles instantly as they will see the potential to out-compete rivals and increase profits by being able to deliver items and people safely at much lower costs. The robot capital may be expensive at first but should eventually pay off if the cost of employing a human is higher than a machine or software bot, over time.

How Self-Driving Cars Could Radically Transform Cities (Gregory Ferenstein/Read and Write): A fascinating new simulation finds that self-driving cars will essentially terraform cities by eliminating 90% of cars on the roads, opening up acres of land and slashing commute times. This per a team of transportation scientists at the Organization for Economic Cooperation and Development that analysed data on actual car trips in Lisbon, Portugal, to see how a fleet of self-driving, shared “taxibots” would change the metropolitan landscape.