Esquece os iPhones. O dia é de Apple TV


Não é um rumor. É uma certeza. A estrela da keynote que hoje acontece não vai ser o novo iPhone, mas sim a proposta da Apple para solucionar a TV.

Se os rumores estiverem certos, a TV é uma dor de cabeça antiga para a Apple. Há anos que a empresa estará a tentar criar a televisão perfeita e, se ainda não nos apresentou nada para além de uma rudimentar caixinha chamada Apple TV, é porque nunca o conseguiu. Cupertino ponderou fazer mesmo uma televisão (no sentido completo da palavra), mas abandonou a ideia quando se apercebeu da impossibilidade de competir com a experiência de fabricantes como a Sony, a LG ou a Samsung.

Eis, então, que a Apple decide direccionar todos os esforços para a sua Apple TV, uma pequena caixa com um conjunto de apps amovíveis e acesso ao catálogo do iTunes que podemos ligar a um qualquer ecrã HDMI. A Apple TV tem vários problemas e um deles é ser quase inútil.

Não há App Store com milhares de apps, nem Siri. O potencial de gaming está estupidamente desaproveitado. E quem vive fora dos Estados Unidos, sem acesso às muitas plataformas de streaming que lá existem, praticamente só pode usar a Apple TV para alugar filmes no iTunes ou enviar vídeos do iPhone/iPad para o grande ecrã via AirPlay.

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Nova Apple TV, um sonho antigo

Foi meses antes do WWDC que as notícias sobre a Apple TV nos media se intensificaram, sugerindo que o novo equipamento iria chegar em Junho. No entanto, soube-se na véspera do evento que o mesmo tinha sido atrasado para Setembro, aquando da apresentação dos novos iPhones.

Certo é que o dia do anúncio da nova Apple TV chegou finalmente, e de certeza que não vamos ficar desiludidos. Os rumores, pelo menos, parecem garantir isso…

  • apps: vamos ter, por fim, uma App Store na Apple TV! Isso significa que uma série de apps e jogos desenvolvidas especificamente para para o grande ecrã. A Apple deverá focar-se em apps de vídeo, como o Periscope, nesta primeira fase.
  • Siri: não é por acaso que o evento que hoje se realiza foi baptizado com o comando “hey siri”. A assistente pessoal da Apple deverá ter um papel importante na Apple TV, por exemplo, na pesquisa de conteúdos (“hey siri, which film do you recommend me to watch?”)
  • pesquisa: a Apple TV pode ter um sistema de pesquisa universal, que permita encontrar filmes, séries e outros conteúdos simultaneamente em várias apps (Netflix, iTunes, YouTube… ao mesmo tempo). Por outro lado, a Apple TV deverá ganhar a funcionalidade Proactive do novo iOS 9, oferecendo sugestões com base na localização ou altura do dia, por exemplo.
  • comando remoto: maior que o actual comando; com um touchpad e dois botões físicos (um home button e um botão para a Siri); sensores de movimento para controlar a Apple TV ao estilo da Wii; e bateria removível (aka pilhas).
  • outros comandos: a Apple TV deverá suportar comandos de jogo, que se ligam ao equipamento por via de Bluetooth.
  • outras coisas: mais espaço (a actual Apple TV tem 8 GB, a nova poderá ter 16 GB), um processador mais rápido (talvez uma variante do A8, que está no iPhone 6), sem suporte para resolução 4K.

A nova Apple TV deverá custar entre 149 e 199 dólares. Contudo, o actual modelo, que custa 69 dólares, pode continuar a ser vendido ao mesmo preço como opção mais barata.

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Pacote de canais? Filmes e séries “made by Apple”?

Em Março passado, o Wall Street Journal disse que a Apple estaria a preparar um serviço online de TV para o mercado norte-americano. Esse serviço seria constituído por uma oferta de 25 canais, incluindo os gigantes ABC, CBS e Fox, para disponibilizar a partir desta Outono através da sua Apple TV e também de dispositivos iOS. No entanto, dado as negociações com os produtores e distribuidores de conteúdos estarem a correr devagar, o serviço de TV da Apple não deverá ser lançado antes de 2016.

O Netflix aposta em produções próprias. A Amazon também. Parece que a Apple também quer entrar nessa corrida, conforme avançou recentemente a Variety. De acordo com a publicação, a empresa vai começar a contratar para uma nova divisão de produção de conteúdos nos próximos meses.

A Variety diz que os planos da Apple estão ainda muito verdes, mas que a ideia poderá passar por produzir séries e filmes, à semelhança do que fazem os seus concorrentes. O Netflix fez House of Cards, um estrondoso sucesso mundial, e as antigas estrelas do Top Gear assinaram recentemente com a Amazon (a Variety diz que a Apple também fez uma oferta ao trio do programa de carros da BBC, Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond).

Ok, não dá para esquecer o iPhone

No Shifter, já te falámos de alguns dos rumores do novo iPhone. Aliás, dos dois novos iPhones: o 6S e o 6S Plus. Um modelo de 4 polegadas? Não deverá acontecer, dado que o iPhone 5S vai continuar a ser vendido. Que novidades existirão?

  • Force Touch (falámos-te disto aqui);
  • uma nova cor, Rosa, que se junta ao prateado, dourado e cinzento escuro;
  • novo processador A9 para mais rapidez e eficiência;
  • um novo chip Qualcomm para o dobro da velocidade 4G/LTE e para mais poupança de bateria;
  • RAM de 2 GB (desde que apareceu, o iPhone tem 1 GB de RAM);
  • os mesmos 16 GB de armazenamento, com opções de 64 GB e de 128 GB;
  • câmara traseira de 12 megapixels com gravação de vídeo 4K;
  • 5 megapixels na câmara frontal, com pixels maiores para melhores selfies em situações de pouca luz.

No evento, a Apple poderá revelar ainda um novo modelo de iPad. Estamos a falar do iPad Pro, um gigante tablet de 12,9 polegadas, cujo modelo mais baixo (de 32 GB) custará 799 dólares. Existirão opções de 64 GB e de 128 GB por 899 dólares e 999 dólares, respectivamente. Com conectividade 4G/LTE, o iPad Pro mais alto (de 128 GB) poderá custar 1129 dólares.

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