Benjamin Clementine entre as novas confirmações para o Vodafone Mexefest 2015


 
O Shifter precisa de dinheiro para sobreviver.
Se achas importante o que fazemos, contribui aqui.

Há mais 3 nomes a ingressar no cartaz do Vodafone Mexesfest: Benjamin Clementine, Villagers e Selma Uamusse. Já tinham sido anunciados Akua Naru, Anna B Savage, Ariel Pink, Ducktails, Patrick Watson e Titus Andronicus.

Depois de espantosa passagem pelo SBSR, Benjamin Clementine está de volta a Lisboa para um concerto na Avenida. É um dos artistas ingleses que maior destaque tem tido nos últimos tempos. Antes de completar 20 anos, a vida levou-o até Paris e por lá, sem dinheiro, viveu sem abrigo, tocando nos lugares mais improváveis para sobreviver. Mas o seu génio autodidacta cedo foi descoberto e, de regresso à terra mãe, acabou quase que por milagre por se apresentar no famoso Later… with Jools Holland, mesmo sem qualquer contrato com uma editora, tocando o tema título do seu EP de estreia, Cornerstone. A passagem televisiva foi o mote para o retumbante e fulminante trajeto de Benjamin. Os concertos avolumaram-se, as editoras apareceram e Benjamin, hoje, tem já um LP editado – chama-se At Least For Now saído em Janeiro deste ano – e é um dos casos sérios da música britânica. Poeta, canta com as vísceras elegantíssimos temas soul e pop ao piano, lembrando a intensidade performativa de Nina Simone ou o jeito intimista de Antony Hegarty.

Villagers é o projecto do multi-instrumentista Irlandês, Conor O’Brien. Com os dois primeiros discos foi nomeado para vários Mercury Prize e lançou este ano o belíssimo Darling Arithmetic. Nele, O’Brien encarregou-se de todas as tarefas: composição, execução dos instrumentos, mistura e gravação. Registo despojado de arranjos exagerados, é emocionalmente muito intenso, revelando a intimidade do músico num jeito belo entre a folk e a pop.

Selma Uamusse é, indubitavelmente, uma das grandes vozes do momento. Moçambicana de nascimento, portuguesa de crescimento, tem colaborado com nomes de diferentes géneros musicais – Rodrigo Leão, Nu Jazz Ensemble ou WrayGunn – demonstrando toda a versatilidade da sua sublime voz. Prepara o lançamento do seu trabalho de estreia, um disco que juntará os sons africanos, temperando ainda as composições com electrónica, psicadelismo e outros registos. Para ver e ouvir no Vodafone Mexefest.

O bilhete único para os dois dias do festival está também já à venda nos locais habituais. Custa 40 euros até ao dia 30 de Setembro, passando a 45 euros a partir de 1 de outubro e a 50 euros nos dias do festival.

O Shifter precisa de cerca de 1600 euros em contribuições mensais recorrentes para assegurar o salário aos seus 2 editores. O teu apoio é fundamental!