Vais poder explorar os labirintos restritos da Ponte 25 de Abril


labirintos Ponte 25 de Abril

Adrenalina. Esta é a única premissa para aquela que consideramos ser a visita mais cool da quarta edição do Open House Lisboa, que decorre dias 10 e 11 de Outubro.

Em que consiste? Simplesmente numa visita radical a uma das maiores pontes suspensas do mundo, a 70 metros do rio, durante cerca de duas horas.

O truque é não olhar para baixo e desfrutar de uma das melhores vistas deste país. Afinal de contas, a Ponte 25 de Abril é uma autêntica ode à arquitectura e engenharia realizada em Portugal, que todos os dias adormece sob um pôr de sol magnífico no Tejo.

A oportunidade está limitada a 18 pessoas por visita, sendo que uma decorre pela manhã, às 9h30 de dia 10 e outra às 14h30 do mesmo dia. As inscrições abrem no site dia 2 de Outubro e incluem uma explicação ao pormenor sobre a história e engenharia da ponte.

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A Ponte 25 de Abril – outrora Ponte Salazar, por ter sido inaugurada a 6 de Agosto de 1966 – é numa gigantesca construção de lego, cujas peças resultam num total de 72600 toneladas de aço e 263 mil metros cúbicos de betão. Está assente em dois pilares de 190 metros de altura e demorou apenas quatro anos a ser construída. Teve um gasto de 11 milhões de euros e mais tarde, já na década de 90, foi alargada a seis faixas e adquiriu um tabuleiro ferroviário.

Tecnologicamente falando, a Ponte é um elemento tão complexo e magnânimo que possui sensores que, de segundo a segundo, fazem 400 leituras dos seus dados, posteriormente enviados para o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), para que sejam captados quaisquer desvios ou desequilíbrios.

Por curiosidade, e em termos de números, todos os dias a ponte serve de passagem para cerca de 85 mil passageiros que viajam quer nos seus automóveis quer nos transportes públicos.

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Quanto ao look da visita, escusado será dizer que calçado e roupa confortável são imperativos e que a condição física – além de seres maior de 18 anos – merece ser tida em conta. Capacete, luvas e colete é por conta da entidade Infraestruturas de Portugal, parceira nesta iniciativa e que concede não só o espaço tão peculiar como também as explicações mencionadas acima.

Segundo a Trienal de Arquitectura de Lisboa, organizadora do evento, a edição deste ano consiste em olhar Lisboa de três perspectivas diferentes: uma super macro, outra de bairro e outra de edifícios em diferentes escalas. Cabe por isso à Ponte ficar com aquela que nos parece ser a mais acarinhada pelo público. Olhar o Tejo de outra forma com o coração aos saltos.

Esquece a Golden Gate em São Francisco. A oportunidade é única e vai esgotar. Sê rápido.

Fotos: Mariana Valle Lima/Shifter