‘Mr. Robot’: a série sobre hackers que queres ter no computador


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Agosto. Verão. Silly Season. Grande parte dos filmes que estão no cinema são (bocejo) maus, as produtoras estão a preparar os grandes lançamentos para a rentrée de Janeiro e o mercado de transferências de futebol acabou de fechar (so long for all the drama and excitement).

O que nos sobra, então? A série de que toda a gente fala: Mr. Robot.

Lançada a 24 de Junho pela USA Network (emissora que até agora, de relevante, só nos tinha dado Suits), Mr. Robot surge como underdog no mundo das séries. Com uma apoteótica ante-estreia no SXSW, esta série com argumento de Sam Esmail depressa tem justificado todo o entusiasmo à sua volta graças à sua temática actual, excelente enredo, exímia fotografia e mais-do-que-justas semelhanças ao Fight Club.

Tudo se passa à volta da personagem principal chamada Elliot Alderson. Elliot é um brilhante programador com problemas de socialização misturados com ansiedade social e depressão. Durante o dia, Elliot trabalha como engenheiro informático numa empresa de cibersegurança. À noite, transforma-se num hacker/justiceiro, ligando-se às pessoas que o rodeiam e conhecendo todos os pormenores das suas vidas, hackeando-lhes as contas de redes sociais e email.

Durante um ataque ao maior cliente da empresa para a qual Elliot trabalha, a Evil Corp, Elliot é recrutado para se juntar a uma equipa de hackitivstas chamada fsociety (qualquer semelhança com os Anonymous é mera coincidência) para derrubar o monopólio mundial da Evil Corp. A partir daqui toda a série se desenvolve à volta da luta interna de Elliot sobre destruir a empresa para qual ele está a ser pago para proteger e qual a melhor forma de lidar com os seus problemas psicológicos.

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Para além do enredo e das personagens estarem todas bestialmente bem construídas, a actualidade do tema é tão assustadora que isto aconteceu.

Em termos visuais, a série tem uma clara inspiração anime, de ambiente soturno e com planos ou muito abertos ou muito fechados, bem focados em expressões faciais ou corporais. Isto confere-lhe uma autenticidade que até agora não tinha visto em séries americanas.

Com 10 episódios na primeira temporada, Mr. Robot viu a segunda temporada confirmada, mesmo antes de terminar a primeira.

Confesso que há algum tempo que uma série não me deixava tão empolgado pela frescura do tema e pela forma como o explora. Todos nós já ouvimos falar dos Anonymous e do universo dos hackers mas a forma como nos é contado é como se tivessemos hackeado o complexo cérebro de Elliot. Este é um dos casos em que se deve ver e absorver.

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