O que faz correr a Uber


 
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A Uber é a primeira companhia depois da Google a ver o seu nome tornar-se um verbo. Se googlar é sinónimo de pesquisar, uberizar fica como sinónimo de romper sectores de actividade e torná-los em serviços sob demanda.

Milhões de pessoas agora rotineiramente abrem uma app para alistar-se numa força de trabalho distribuída para entregar mantimentos, refeições quentes — ou sua roupa limpa sob demanda.

A diferença entre as duas — Uber e Google — é que a segunda já cumpriu quase todo o seu potencial de desafio, derrotando diversas indústrias e sectores de actividade, enquanto a primeira ainda não.

Max Chafkin tem uma peça profunda sobre a Uber — e em particular o seu CEO, o californiano Travis Kalanick — que vale a pena ler para perceber que os táxis são apenas a primeira “vítima” dos 2, a empresa e o seu líder.

Nenhuma das empresas dos serviços sob demanda mudou tanto a sociedade como a Uber. A empresa deverá chegar ao fim do ano com 1.000 engenheiros contratados. Prever a localização da procura de transportes é o próximo objetivo. A seguir: a eletrificação da frota. Mais tarde: a autonomização da frota, com a introdução dos veículos autónomos. Isto é, caso não tenham percebido bem: sem condutor.

Nada como colocar em perspetiva o que realmente está por detrás das lutas dos taxistas — mesmo que a imensa maioria deles não faça a mais pequena ideia do que está em jogo, limitando-se a cumprir diretivas dos donos das frotas de táxis.

Texto: Paulo Querido
Foto: Flickr

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