“Airbnb para refugiados”: a plataforma de apoio aos refugiados que contagiou a Europa


Os criadores do Refugees Welcome: Golbe Ebding, Mareike Geiling e Jonas Kakoschke Os criadores Golbe Ebding, Mareike Geiling e Jonas Kakoschke
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Cerca de 800 alemães já estão registados na plataforma Refugees Welcome, onde se oferecem para receber refugiados em sua casa.

Em Dezembro de 2014, Jonas Kakoschke, de 31 anos, e Mareike Geiling, de 28, abriram as portas de sua casa a Bakari Conan, de 39 anos, que deixou o Mali em busca de uma vida e que, hoje, está a aprender alemão enquanto aguarda autorização para trabalhar na Alemanha.

Ao mesmo tempo, Kakoschke e Geiling inauguravam com a estudante Golbe Ebding o Refugees Welcome, uma plataforma que une refugiados a pessoas que estão dispostas a oferecer a sua casa para os instalar.

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Esta ideia surgiu em Berlim e rapidamente contagiou a Europa, os contactos chegam de vários países. “Estamos impressionados com a disponibilidade das pessoas para ajudarem. Estamos a receber pedidos de informação de vários países europeus como Grécia, Portugal, Escócia, mas também da Austrália e dos EUA”, disse ao The Guardian um porta-voz do projecto. Neste momento já foram instaladas 134 pessoas. O perfil das inscrições é diversificado, incluindo pessoas dos 21 aos 65 anos, desde estudantes a relações públicas e carpinteiros.

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Jonas e Mareike, que receberam Bakari Conan em sua casa

O primeiro passo é inscreveres-te, depois é feita a ligação com uma organização de refugiados que te põe em contacto com uma pessoa que tenha ido para o teu país e não tens que te preocupar em pagar a totalidade da renda sozinho pois o Refugees Welcome ajuda-te. Para além de oferecer a tua casa, podes ajudar através de doações feitas ao site que ajudam a pagar os arrendamentos de forma a financiar a estadia de refugiados noutras casas.

Os criadores incentivam as pessoas a ajudarem os refugiados a aprender alemão para facilitar a sua integração no país e as estadias, que devem ser, no mínimo, de três meses, não se restringem a refugiados “legais”, encorajando a ajudar pessoas em situações irregulares.

Já foram ajudados refugiados do Afeganistão, Burkina Faso, Mali, Nigéria, Somália, Síria e Iraque.

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