A realidade virtual precisa de conteúdos. O Facebook e a Oculus estão a trabalhar nisso


 

Decorreu esta quinta-feira o Oculus Connect, a conferência da Oculus para programadores, durante a qual a empresa detida pelo Facebook apresentou diversas novidades. Para além do novo Gear VR, um equipamento criado em parceria com a Samsung, a Oculus anunciou diversos conteúdos de realidade virtual na área do gaming, do cinema e do entretenimento.

O Oculus Video é o novo nome para a plataforma de vídeo da Oculus, anteriormente designada por Oculus Cinema. A empresa tem estado a trabalhar com os grandes estúdios de Hollywood para trazer para a realidade virtual alguns dos principais clássicos e blockbusters. A Lionsgate e a 20th Century Fox são os primeiros parceiros e prometem disponibilizar mais de 100 títulos no Oculus Video, entre eles Pulp Fiction, Insurgent, Hunger Games, Gone Girl e X-Men.

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Para além de filmes, o Oculus Video vai ter os livestreams do Twitch, os vídeos 360º do Facebook, a séries dos Netflix e conteúdos de outros parceiros como o Vimeo, o Tivo e o Hulu.

Para além do vídeo, a Oculus está a desenvolver jogos. O Minecraft é o cabeça de cartaz num alinhamento que conta com outros títulos mais pequenos, como Land’s End by UsTwo, Gunjack by CCP Games e Smash Hit by Mediocre, assim como com cerca de 20 clássicos. Estes jogos – Sonic The Hedgehog, Gauntlet, Spy Hunter e Pac-Man, entre outros – farão parte de uma plataforma chamada Oculus Arcade, a ser lançada brevemente.

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Para já, os conteúdos de entretenimento da Oculus só podem ser vistos com o Gear VR, os únicos óculos que estão no mercado. Na conferência, a Oculus revelou que vai lançar SDK para os programadores desenvolverem apps e jogos para o Rift e o Touch, que vão chegar no próximo ano. Ao tempo, a empresa está a lançar uma nova versão do seu Oculus Platform, para que os programadores possam ter mais opções para personalizarem o seu software.

Alguns jogos estarão disponíveis para o Gear VR, outros especificamente para o Oculus Rift, outros ainda vão tirar partido do Oculus Touch:

Um desses jogos chega-nos da produtora Epic. Trata-se de uma experiência de gunfight para ser vivida no mundo real. Aconselhamos-te a espreitar esta demo, é incrível isto:

O Oculus Rift é o principal hardware da Oculus. Será colocado no mercado no início do próximo ano com um preço estimado a rondar os 1 500 dólares. Para além dos óculos, que simulam a realidade virtual, e ainda um comando da Xbox One, vem também um pequeno detector de movimentos, ao estilo do Kinect, para melhorar a jogabilidade.

Já o Oculus Touch é o acessório para melhorar a experiência de realidade virtual. Não são um mas sim dois dispositivos. Cada um desses dispositivos tem um joystick e teclas para levar a cabo certos gestos, mas a movimentação dentro do jogo fica totalmente a cargo do movimento do teu corpo. Por exemplo, podes utilizar o joystick para que o jogo saiba que tipo de soco pretendes dar num jogo de luta livre, mas a velocidade e o momento em que dás esse soco dependerá da forma como te mexes.

Entretanto, a Oculus deu outro exemplo da utilidade do Touch. Chama-se Oculus Medium e é uma tecnologia que promete inspirar artistas, ao permitir criar peças de arte em realidade virtual:

Para usares o Rift, vais precisar de ter um PC compatível com o equipamento. A ASUS, a Dell e a Alienware já disseram que estão a trabalhar neste tipo de hardware, ao abrigo do novo programa Oculus Ready PC.

Podes ler mais sobre as novidades da Oculus no seu blogue.

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