Novo serviço UberCommute quer tornar todos os condutores em funcionários Uber


todos os condutores em funcionários Uber

O negócio da Uber não é apenas com taxistas, mas sim com toda a infraestutura da cidade. Depois de colocar passageiros a partilhar o mesmo carro em várias cidades, a Uber vai agora, em Chengdu, na China, permitir que qualquer pessoa que esteja a conduzir possa transformar-se em motorista Uber.

O novo serviço chama-se UberCommute e é basicamente uma plataforma de carpooling, que consiste no seguinte: condutores normais partilham o seu trajecto e vão receber, ao longo do percurso, pedidos de passageiros que vão na mesma direcção; podem aceitar ou rejeitar esses pedidos, com base, por exemplo, no rating que o passageiro tem na plataforma.

Para já disponível apenas naquela cidade chinesa, a ideia é levar o UberCommute a todo o mundo. “Escolhemos a China para um piloto do UberCommute devido ao tremendo apetite dos condutores e passageiros chineses para arranjar formas criativas de se deslocarem de A para B, de forma acessível e confiável”, escreve a empresa no seu blogue.

O lado solidário da Uber diz que o novo serviço vai ajudar a reduzir os custos para todos (condutor, passageiro e município), enquanto descongestiona as ruas. “Existe uma alternativa ao mundo que parece um parque de estacionamento e está cheio de engarrafamentos”, escreve. A Uber acredita que pode melhorar o sistema de transporte das cidades, até porque ele pode ser mais eficiente e porque nem todos moram ao pé de uma estação de metro ou paragem de autocarro.

O UberCommute é diferente do UberPool, um serviço disponível em alguns países que permite partilhar o custo de uma viagem normal de Uber com quem vai para o mesmo sítio. O UberCommute é também diferente do UberPop, uma modalidade que permite a pessoas que preencham determinados requisitos legais possam inscrever os seus carros na Uber e assim realizar um serviço regular de transporte. No fundo, o objectivo do UberPop é permitir às pessoas rentabilizar os seus veículos em horas livres, em que os mesmos estão parados.

A Uber continua a preencher as falhas do sistema público de transportes e questionando o modelo ultrapassado mas resistente da indústria de táxi.