Um Facebook para invisuais, um Facebook para todos


Facebook para invisuais
 
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O mundo das redes sociais em pleno século XXI tem ligado uma grande parte das sete mil milhões de pessoas de forma rápida e eficaz. Mas infelizmente, ter os recursos necessários, como electricidade ou acesso à internet, nem sempre é suficiente, especialmente para quem sofre de uma doença que o mantém invisual ou com sérias dificuldades de visão. É precisamente para essas pessoas que a equipa de acessibilidade do Facebook está a trabalhar.

Um invisual pode ter uma conta no Facebook? Claro. Com o software e hardware necessário, é possível para um cego ouvir tudo aquilo que aparece no seu ecrã… ou pelo menos quase tudo. Se reparares, a maior parte da tua cronologia no Facebook são fotos ou vídeos, e isso é algo que nenhum programa ou equipamento consegue fazer passar a um invisual.

Para minimizar essas diferenças, o Facebook está a trabalhar num programa de inteligência artificial que não só “fala” aquilo que as pessoas escrevem no Facebook, como também relata aquilo que aparecem nas fotografias. “Pensa o quão visual a tua cronologia é”, comentou Matt King – o primeiro engenheiro cego do Facebook – ao TechCrunch, “e provavelmente é a maioria. As pessoas comentam frequentemente fotos que vêem ou dizem algo sobre aquelas que publicam, mas elas por vezes não são capazes de te dizer o que elas contém”.

O que esta tecnologia vai fazer é detectar os elementos-base de uma fotografia e dizer algo como: “esta imagem pode conter montanhas, uma ou mais pessoas; crianças”. Claro que tudo isto é muito rudimentar e pode até nem corresponder à realidade, mas acaba por ser bastante mais direto do que uma descrição de fotografia como “Grande dia!” que apenas é descodificada para quem olha para a imagem.

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“Começamos a pensar ao acesso de informação e à informação tecnológica quase como um direito humano”, continuou King, “é a entrada para a empregabilidade, para várias oportunidades – para uma vida activa”. Muito dificilmente o Facebook vai oferecer uma experiência ao invisual tão boa como a uma pessoa sem qualquer limitação, mas é óptimo pensar que Mark Zuckerberg continua a lutar para que ninguém fique esquecido.

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