Morreu o designer Ricardo Mealha


Ricardo Mealha
 
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O design português ficou mais pobre. Ricardo Mealha morreu este domingo de manhã aos 47 anos, na sequência de um cancro no cérebro. Considerado uma das mais importantes figuras do design e da criatividade nacional dos nossos tempos, Ricardo ajudou a desenhar Portugal.

Designer gráfico e director criativo, foi responsável pelo desenho gráfico do Ministério da Cultura português, criado em 1997, e dos 12 organismos e serviços a ele ligados, incluindo o Teatro Nacional de Ópera de São Carlos, Biblioteca Nacional, o Instituto do Cinema e do Audiovisual e o Instituto dos Museus e da Conservação.

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Entre muitos outros projectos, foi responsável criativo pela imagem do Banco Espírito Santo, da seguradora Fidelidade Mundial, dos hóteis e resorts de luxo Tivoli, do Grupo Vista Alegre/Atlantis e, na área da cultura, do Museu da Presidência da República e da Casa das Histórias Paula Rego, dois dos mais visitados museus de Portugal.

Realizou também projectos de design gráfico para a Associação ModaLisboa, a discoteca Lux Frágil, os hotéis Altis Belém e Altis Avenida, a Fundação EDP, o Museu do Chiado, o Museu Nacional de Arte Antiga, o Experimentadesign, os restaurantes H3, a TMN, o Azeite Gallo e o Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian.

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Nascido em Lisboa a 22 de Outubro de 1968, trabalhou nos anos 1990 na Young&Rubicam e na Novodesign. Em 1996, fundou o estúdio de design RMAC Brand Gallery, que, dez anos mais tarde, em 2006, vendeu à BBDO Portugal, tornando-se parte da BBDO Worldwide Network.

Desde 1997 foi distinguido com mais de 80 prémios em concursos portugueses e internacionais, incluindo: vencedor do Gold Award e 12 nomeações no International Forum Design, na Alemanha; distinção com 5 nomeações no DesignPreis Award de 2007, também na Alemanha; membro do D&AD de Inglaterra, premiado no ID Design Awards dos Estados Unidos; e no Print European Design Awards em vários anos.

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