Peach Kelli Pop em entrevista


Peach Kelli Pop entrevista
 
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A estreia de Peach Kelli Pop em Portugal está quase aí. O Shifter teve hipótese de entrevistar a vocalista de Peach Kelli Pop, Allie Hanlon e depois de te ter apresentado a banda quando soube do concerto, apresenta-te agora as respostas às perguntas que estávamos desejosos de fazer.

Depois de já termos tido uma dose de Burger Records em Agosto com o concerto dos Dead Ghosts, voltamos a ter o mais indie do indie já amanhã, dia 7. O primeiro concerto é no Porto, no Café au Lait, com a primeira parte dos Tomba Lombos. Segue-se Lisboa: o concerto é dia 8 no Damas Bar, com primeira parte de Vaiapraia e Rainhas do Baile. As entradas têm um custo de 6 euros para ambos os espectáculos, que começam por volta das 22 horas.

 

São do Canadá, mas vivem em Los Angeles. O estilo de vida L.A. tornou-se parte do vosso som?

Não sei se afecta a música em si, mas eu estou definitivamente inspirada por todos os músicos trabalhadores que estão à minha volta em Los Angeles. Há uma série de bandas maravilhosas que trabalham no duro lá na cidade.

O vosso som é tão autêntico que parece que estamos no estúdio convosco. Qual é o vosso processo para fazer música? 

Quando me estou a gravar a mim mesma gosto de experimentar e de demorar o tempo que for preciso a criar partes diferentes em faixas diferentes. Quando estamos no estúdio a sério, ensaio e pratico as partes que vou gravar para que as canções fiquem prontas num único take. Gosto de ser eficiente e poupar tempo quando estou a trabalhar com outras pessoas.

Estamos muito interessados em música fresca. O que é que andam a ouvir? 

Eu adoro Feels, No Parents, Slutever, Janelane e Sad Girl. São todas de Los Angeles e são todas maravilhosas.

Há um toque claro de feminismo nas Peach Kelli Pop. Sentem que o feminismo é o vosso principal tema ou têm outras lutas a travar nas vossas canções?

Eu não tenho nenhum tema específico que queira representar, eu só tento falar naturalmente das minhas experiências enquanto pessoa nas músicas. Há tópicos óbvios como o amor e o coração partido, mas também me sinto inspirada por coisas aleatórias como dança ou videojogos.

Toda a gente pode saborear a vossa música no Bandcamp. Qual é a sensação de ser um músico no apogeu da era digital? 

Às vezes parece que a música não tem o mesmo valor, visto que as pessoas não têm de pagar por ela. Por outro lado, é muito cool que qualquer possa ter acesso tão fácil à música. E é muito barato e cada vez mais fácil fazer música de forma digital. Não é preciso dinheiro e isso permite coisas frescas. Só um computador, uma guitarra e as vossas ideias. Eu gosto da era digital porque posso ser eu a gerir a minha banda. E é mais fácil comunicar com quem nos ouve.

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