Quando o CEO não tem secretária, mas todos os outros têm


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Associamos um CEO, quase de imediato, a inteligência, a poder, podemos associar ainda esses predicados a um objecto material que os reflicta, como é o caso de uma caneta distinta e cara ou uma imponente secretária. Atrevo-me a arriscar que o caso da secretária é bem mais flagrante, não sei se também vos acontece, mas eu associo o cargo de CEO a um escritório modernaço e, com certeza, a uma secretária que lhe faça jus.

Pois bem, parece que as convenções e os insights que temos são mesmo para refutar. Alguns CEOs estão a adoptar quase um casual style para conduzir as suas empresas, alguns abdicando mesmo de ter escritório e, ao que tudo indica, parece este novo tipo de administração está a correr de feição.

A Indiegogo tem cerca de 130 funcionários, cada um deles tem uma secretária própria onde trabalha, há excepção de um deles, o CEO, claro está. Slava Rubin acredita que este modo de trabalho aumenta a criatividade e a comunicação dentro das empresas. “Quero mostrar que estou disponível e (…)quero ouvir a informação que ainda não está filtrada”, referiu Rubin à revista Fortune.

Scott Heiferman, CEO da Meetup.com, escolheu trabalhar do mesmo modo que Rubin e não tem secretária. Halligan, CEO da HubSpot, trabalha exactamente do mesmo modo e também prescindiu da tradicional mesa de escritório. São as empresas jovens, como é fácil de indagar, que aparecem como pioneiros nesta nova abordagem. Ainda assim, existem CEOs mais experientes que concordam com esta visão de trabalho. Eric Gunderson, CEO da Mapbox, também é apologista. “O meu escritório é onde eu quiser abrir o meu laptop”, diz Gunderson.

O armazenamento de arquivos em cloud, a crescente mobilidade no trabalho e as tendências inerentes ao gigante universo tecnológico exponenciam alterações desta natureza. Cada vez mais vamos assistir a mutações no modo tradicional de trabalho, mutações que não deixam de ser naturais no “percurso evolutivo” de diferentes departamentos, funções laborais e mercados. Ao que parece, o “CEO itinerante” chegou para ficar.

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