The Game – ‘The Documentary 2’


The Documentary 2
 
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Passado dez anos desde o seu álbum de estreia, The Documentary, que vendeu mais de 5 milhões de cópias, introduzindo novamente o rap da West Coast no mapa e depois de alguns álbuns a solo pelo meio, o rapper The Game voltou com The Documentary 2.

O álbum que todos os fãs de The Game e entusiastas de hip hop esperavam por conhecer ficou finalmente disponível no dia 16 de Outubro. O alarido provocado pelos media e pelo próprio rapper, desde Março, devido ao nome escolhido para o LP, assim o lançamento oficial da tracklist aumentaram as expectativas sobre aquele que outrora era o único rapper a representar a West Coast, já nos idos anos 2000.

Este LP, ao contrário de alguns anteriores do rapper, é um projecto que possui uma conceptualização aprimorada, em vez de um conglomerado de singles falhados e participações exaustivas de outros artistas. Com isto dito, é claro que existiu uma panóplia de producers para ajudar a completar as “barras” de The Game. Entre eles, temos figuras que perduram como o lendário DJ Premier, Dr. Dre e will.i.am, sem nos esquecermos de algumas das novas sensações que incluem hits atrás de hits de produções para toda a indústria, exemplo disso são Jahlil Beats, Mike WiLL Made It, Boi-1da e Hit-Boy.

Lirica e tecnicamente, The Game mostrou que é capaz de mais, ganhando um novo foco, envolvendo por completo a temática “Westside Story” com mais sentido e detalhe que nunca. Compton, a sua cidade, é retratada como uma cidade de rivalidades entre gangues (Crips & Bloods), assassínios e tráfico de drogas onde faixas como “Don’t Trip”, “Dollar And A Dream”, “Made In America” e “Just Another Day” comprovam especificamente a autobiografia do rapper.

Desde samples de Erykah Badu em “On Me” com a participação de Kendrick Lamar, a samples vindas da diss track de Notorious B.I.G “Kick In The Door” na faixa “Standing On Ferraris” com o apoio de Diddy ou até mesmo a ouvirmos Kanye West e The Game a partilharem o mesmo beat em “Mula”, torna este projecto versátil, apesar de extenso. Para finalizar, não podíamos deixar de mencionar o single de estreia“100” que, com a participação de Drake, tornou-o num hit instantâneo transpirando West Coast e L.A vibes num 808 bass e voice samples conjugados de forma arrebatadora.

Será o The Documentary 2 melhor que o The Documentary? Talvez estejam equiparados, mas 10 anos depois The Game voltou com mais força que nunca entre o old school e o new school, crips and bloods, onde estas contradições concluem a sequela The Documentary.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!