Um olhar sobre o impressionante rebranding do Netflix


rebranding do Netflix
 
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O Netflix mudou. Não mudou hoje. Mudou há muito tempo, muito antes de chegar a Portugal. O trabalho de rebranding começou a ser notado em Julho do ano passado, quando um novo logo apareceu nas várias plataformas digitais da marca. A renovada cara foi apenas o início de uma nova comunicação visual, criada para fortalecer o Netflix enquanto marca global de entretenimento.

É um trabalho incrível, assinado pelo estúdio criativo Gretel, sediado em Nova Iorque. Usando uma estrutura empilhada como metáfora visual e como gancho identitário, a equipa criativa conseguiu dar uma coesão aos vários serviços e produtos do Netflix. Estas estruturas empilhadas são simples, flexíveis e funcionam em todos os meios: online, TV, imprensa…

No fundo, o Netflix tinha um problema. A certo ponto, o maior serviço de streaming do mundo viu-se a braços com 65 milhões de utilizadores em mais de 50 países em todo o mundo – e esses números não paravam de crescer. Mas, apesar do crescimento exponencial nos últimos cinco ano, não só em quantidade, mas também em qualidade, a empresa não tinha uma marca coesa que pudesse crescer com ela. E bem sabemos que o design é uma peça indispensável…

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A Gretel fez com o Netflix um excelente trabalho. A estrutura empilhada – baptizada pela agência de Stack (palavra inglesa para “pilha”) – atribui à comunicação uma dinâmica invejável. “O nosso desafio foi criar algo abrangente o suficiente para uma marca global mas simultaneamente única e identificável. Algo variável mas sistemático e bulletproof. Tinha de ser visualmente impressionante, adaptar-se a qualquer formato e ser flexível para ser trabalho por agências e fornecedores em todo o mundo”, explica a Gretel no seu site.

O Stack reflecte duas ideias essenciais do serviço Netflix: selecção e curadoria. O Netflix é tanto um catálogo (infinito e em constante mutação), como um curador. Por outro lado, ao ser simples, flexível e infinito, o Stack adapta-se a qualquer tamanho e plataforma. “Funciona com movimento, em imprensa, no digital e no exterior. É eficaz tanto eficaz na Times Square como num Powerpoint”, refere.

O Netflix é enorme, está presente em inúmeros países. Em cada região, milhares de anúncios, banners, spots de TV, outdoors e trailers são produzidos pelas agências locais. Para garantir a unidade e consistência ao nível global, a Gretel preocupou-se em garantir que o Stack não fosse algo muito complexo e cheio de regras, mantendo-o relativamente aberto para interpretações criativas. E criou manuais que ajudam os criativos de cada país a criar as suas peças de comunicação.

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Para além do Stack e do novo logo, o Netflix ganhou uma assinatura: See What’s Next. “Desenvolver uma assinatura global que funcionasse quer nos novos como nos actuais mercados foi um grande desafio. Nos novos mercados é preciso abrir caminho, suscitar curiosidade. Em mercados actuais, o desafio é reforçar o valor do Netflix nos corações e nas mentes dos assinantes”, diz a agência. “O que vai acontecer no momento seguinte, o próximo episódio, a próxima temporada? Onde é que o Netflix nos leva a seguir? Qual é a próxima mudança na narrativa?”

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Podes conhecer o trabalho da Gretel para o Netflix em pormenor nesta página.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!