Estamos mais perto de voltar a ser nómadas


voltar a ser nómadas

São pequenas casas que se movem connosco e, quando chegarem ao grande público, podem vir a contribuir com uma solução viável para o nomadismo cada vez mais presente, num regresso de milhares de anos a esse hábito outrora frequente do ser humano.

Estas habitações pretendem ser o nosso novo BFF: como um cão doméstico que não nos larga ou um gato mais apegado ao seu dono, que dorme a seus pés. É justamente uma queen-size bed que podes encontrar no interior, juntamente com tudo o resto que é considerado essencial: um chuveiro, um frigorífico, um forno, um fogão, uma banca de cozinha e uma máquina de lavar e secar a roupa.

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Há já pelo menos um inquilino com quem terão de partilhar a casa: a tecnologia. Não faltam inovações tech nesta casa, incorporadas nas paredes, com a intenção de o edifício ser o mais inteligente e eficiente possível. Como antigamente se via em filmes, a casa desencadeia várias acções através da voz do seu dono. Podes ligar, apagar ou modificar as luzes emitidas, meter música a tocar ou “desenrolar” a cama para ir dormir – tudo apenas com as tuas cordas vocais.

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As habitações têm um design próprio para que possam ser movíveis, mesmo que inseridas em grandes estruturas, em grandes cidades, quase como se tivessem “rodinhas”. Dentro da casa, o design pode ser modificado à vontade do freguês, pois é adaptável a vários formatos consoante as necessidades e vontades do habitante.

A empresa responsável pelo modelo, a Kasita, diz que o preço é metade do que actualmente é praticado, em média, para os chamados estúdios, tornando atrativa esta proposta nómada e moderna. Como tudo agora anda à volta de aplicações, também para mudares a casa de sítio tens de ligar-te a uma app. Assim que deres a ordem de mudança no telemóvel, a empresa leva a tua casa de uma cidade para a outra com a ajuda de um camião gigante.

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A ideia chega a Austin, no Texas (nos Estados Unidos), no próximo ano, mas fica a promessa de se expandir a outras cidades futuramente. Até porque, afinal, as casas têm de se mover de um lado para o outro, como se de peças de xadrez se tratassem. No total, estas residências têm 19,3 metros quadrados de área e pouco mais de 3 metros de altura.

Como surgiu esta ideia? De forma inesperada, conta o CEO da empresa, Jeff Wilson, no site da empresa. Foi justamente este que fez uma experiência social e redefiniu o conceito de casa ao viver durante um ano num dito caixote do lixo, que para ele era o seu lar. Segundo o próprio, existiam vantagens: podia mover-se mais rapidamente para qualquer lado, a “renda” era baixa, facilmente podia mudar de casa, como um verdadeiro nómada, e a vizinhança passou a ser a sala de estar. Com esta proposta, o CEO da Kasita quer combater a crise imobiliária que actualmente os Estados Unidos atravessam. É uma questão de perspetiva que Jeff Wilson quer mudar, novamente, com a Kasita.