‘Wire Cutters’: uma curta de um estudante com tanto de adorável como de crítica


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Jack Anderson, estudante, realizador, produtor e criador de Wide Cutters, uma curta que está a encantar público e júris e a arrebatar prémios tanto em festivais universitários internacionais como em festivais dedicados exclusivamente à sétima arte. É ainda finalista nos aclamados 2015 Student BAFTA e Student Academy Award Finalist.

Anderson tem um minor em Publicidade, um BFA em Digital Arts, e estudou na Dodge College of Film and Media Arts. Foi aquando da realização da sua tese, pela Dodge, que Jack resolveu compor o pequeno filme que já tantos prémios e reconhecimento lhe valeu.

Num primeiro ponto parece-nos impossível dissociar o trabalho de Anderson do filme da Pixar Wall-E. Mas, em boa verdade, a semelhança só é aceitável quando se olha para os protagonistas, ambos robots, e para o seu ar estupidamente fofo. O trabalho do estudante é, de resto, em tudo diferente da longa-metragem de animação: na história, na visão e na mensagem.

A ideia para o filme surgiu de uma pergunta: o que aconteceria se duas criaturas somente lógicas tivessem de tomar decisões cada vez mais humanas?. O filme conta, então, a história do protagonista, um robot solitário que acaba por encontrar um outro robot do qual não fica imediatamente amigo. De resto, é mesmo melhor ver o filme que vale a pena pela imagem, história e todo o desenvolvimento.

“Wide Cutters” é o resultado de um trabalho incansável de Anderson, possível depois de imensas horas de trabalho mas que, com certeza, valeram muito a pena. É também um alerta aos perigos da exportação do capitalismo para Espaço, conforme nota Brian Merchant no site Motherboard.

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