Adeus, Rdio. Olá, Pandora?


Pandora

O Rdio, um dos rivais do Spotify, vai fechar portas no final deste mês. As suas cinzas passarão para as mãos da Pandora, um serviço de rádio via Internet, por 75 milhões de dólares. Este valor inclui a tecnologia e a propriedade intelectual da Rdio, uma plataforma de streaming que nunca conseguiu fazer frente aos concorrentes Spotify, Apple Music ou inclusive Google Play Music.

Se o Pandora te for desconhecido, não te preocupes. Não está disponível em Portugal; aliás, só funciona nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia. Trata-se de um serviço de rádio via Internet, isto é, permite ouvir uma selecção musical de um determinado género ou artista. É como as rádios do Spotify: escolhes uma e vais ouvir música atrás de música. Podes dar feedback positivo ou negativo a cada música da estação de rádio que estás a ouvir, ajudando o Pandora a melhorar a selecção no futuro. O Pandora tem um plano gratuito, suportado por publicidade, e outro pago, que não incluí anúncios. Está disponível não só no computador, como também em telemóveis.

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Já o Rdio tentou ser um Spotify. Apareceu em 2010 – dois anos depois do concorrente sueco – pela mão dos fundadores do Skype. Numa primeira fase, era bastante atraente, com um vasto catálogo de música e a disponibilidade em desktop e mobile. Contudo, o Rdio não tinha um plano gratuito tão bom como o do Spotify, um dos motivos pelos quais não conseguiu destacar-se.

Com a compra do Rdio por 75 milhões, a Pandora fica com uma oportunidade para expandir o seu negócio globalmente, para os quase 100 países (incluíndo Portugal) em que a plataforma de streaming estava disponível. Com este negócio, vai ser oferecida a oportunidade a “muitos funcionários” do Rdio de trabalhar na Pandora, de acordo com a nota de imprensa desta última. Todavia, Anthony Bay, o actual CEO do Rdio, não vai juntar-se à nova empresa.

O objectivo da Pandora é tornar-se a maior plataforma do mundo de música, abrangendo todas as formas que as pessoas querem ouvir música: uma rádio automatizada/personalizada, à vontade através de um catálogo imenso e em concertos. Quanto a este último ponto, a Pandora tem feito alguns esforços. Por exemplo, comprou o TicketFly, que vai usar para vender bilhetes de concertos aos mais de 78 milhões de pessoas que gastam mais de 20 horas por mês a ouvir música no Pandora.

O Rdio foi o primeiro serviço de streaming de música a chegar a Portugal; fê-lo em 2012, um ano antes do Spotify. A partir de 23 de Novembro, vai deixar de aceitar novos utilizadores e aos actuais deixará de ser cobrado o serviço. Num futuro próximo, o Rdio vai ser definitivamente encerrado. A Pandora não vai aproveitar a marca, apenas a tecnologia e a propriedade intelectual.

Em Portugal e no resto do mundo, o Spotify perde um concorrente. Resta agora esperar que a Pandora se expanda globalmente.