Chegou a Iki Mobile: a made-in-Portugal que dá para todos


 
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Portugal nunca teve um presença muito fortificada no mercado dos equipamentos móveis, mas a últimas semanas trouxeram algumas surpresas e vontade por parte de empreendedores portugueses em contrariar essa tendência. Depois da Laiq, que foi por nós considerada a BQ portuguesa, eis que chega a Iki Mobile, uma nova marca made-in-Portugal que apresenta já uma vasta gama de equipamentos para todas as carteiras e faixas etárias.

O evento de apresentação aconteceu na semana passada no Pavilhão de Portugal e contou com a presença de dezenas de jornalistas, figuras públicas e até mesmo com uma “chamada por Skype” com Pedro Teixeira, um dos embaixadores da marca. Tito Cardoso, CEO, foi quem comandou o evento e diz que a Iki tem o objectivo de “brincar de forma séria com a tecnologia”, contando com produtos “transversais a todas as idades, géneros e culturas, apostando sempre a elegância”.

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O aspeto dos produtos da Iki é, de facto, o seu grande fator chamativo. Apesar de as especificações dos produtos não serem por aí além, não fosse a sua gama média/baixa, tanto os smartwatches como os smartphones são apelativos.

Tito referiu que a sua empresa quer democratizar o acesso à mais alta tecnologia e “apostar na sustentabilidade”, deixando o utilizador escolher o tipo de produto que pretende adquirir. Mas quando o transmontano disse que a Iki pretende chegar a toda a gente, dos oito aos oitenta anos, ele não estava simplesmente a ler o típico discurso, e o próprio leque de produtos prova isso mesmo.

De entre os dez telemóveis disponíveis, existem smartphones com seis polegadas, com quatro e, até mesmo, com 2,4 e 1,8 polegadas. Sim, são telemóveis com o bom e velho teclado alfanumérico e cujo preço começa nos 14,9. Ideal para ofereceres de prenda de Natal aos teus avós.

O conceito e o planeamento da marca

Para uma empresa que tem tanto o objetivo de levar Portugal para além fronteiras, o nome e o logo da Iki Mobile pode à primeira causar alguma confusão. Mas, de acordo com Tito Cardoso, é precisamente essa a ideia: “O seu traço mais forte é ser uma marca portuguesa. Portugal é um símbolo de qualidade. Criar uma marca com o símbolo não é apenas uma questão de orgulho, é também uma oportunidade.”

“É importante que o cliente sinta que há uma equipa por trás”, explicou Tito em relação à relação da marca com os seus utilizadores. Antes de chegar a retalhistas, os produtos da Iki terão uma venda exclusivamente online e com envios para toda a Europa. No futuro, estão em cima da mesa planos para chegar à zona àrabe, américa latina, África e até mesmo entrar nos mercados asiático e norte-americano.

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O CEO explicou que o nome “Iki” pretende simbolizar a comunicação entre as duas pessoas (cada i é um emissor/recetor), e o amarelo é referente à cor da esfera armilar na bandeira portuguesa.

No que toca ao posicionamento de mercado, a Iki Mobile quer, como já referido, combater contra as low brands internacionais já existentes e atingir todas as faixas sociais. Para 2015 está establecido o objetivo de vender dez mil produtos.

Depois de uma apresentação de luxo e que despertava olhares até mesmo na entrada do Pavilhão do Conhecimento, fica a grande questão: estará a Iki à altura de competir com marcas como a BQ, a Wiko ou a Alcatel, que têm anos de experiência e já ganharam a confiança dos portugueses? Ou mais relevante ainda: como vai a Iki combater a ausência de uma FNAC ou numa Worten quando as pessoas forem escolher um telemóvel para oferecer a alguém durante este Natal? Tudo vai depender da forma como a marca for comunicada e, se quiserem aproveitar a época natalícia, é melhor que comecem em grande. Dez mil é um número atingível, mas ambicioso.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!