Europa em vias de banir a circulação de bitcoins


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A crescente utilização da moeda virtual por parte do auto-proclamado Estado Islâmico pode ditar a morte das bitcoins na Europa. O grupo de hackers Anonymous revelou que o ISIS detém uma carteira de pelo menos 3 milhões de dólares em moeda digital.

“O Estado Islâmico utiliza moedas encriptadas como forma de investimento nas suas operações e nós conseguimos desvendar vários canais de bitcoin utilizados por eles”, disse o grupo GhostSec ao NewsBTC.

Na Internet, circula também um documento, publicado no blog Al-Khilafah Aridat, que incita ao investimento camuflado no Daesh. O autor desta página era titular de uma das contas de Twitter denunciadas pelos Anonymous que foi posteriormente desligada pela rede social.

Nesse documento pode ler-se: “Ninguém pode fazer cinco transferências para um combatente da jihad ou para um combatente suspeito sem que os governos infiéis sejam imediatamente informados. […] Uma proposta de solução para isto é uma coisa conhecida como bitcoin.”

A confidencialidade que a encriptação confere às transacções digitais desta moeda faz com que a bitcoin se adeque ao negócio do terror que hoje, mais do que nunca, se encontra vigiado em todas as suas vertentes. A ideia de que estas moedas poderiam ser utilizadas para sustentar actividades terroristas é uma preocupação que há muito tempo ocupa as agências governamentais que combatem o ISIS e os líderes dos estados europeus. No seguimento do crescimento exponencial destas transacções a agência Reuters noticia que a União Europeia vai surgir com medidas de restrição e reforço de segurança aos métodos de pagamento alternativo como as bitcoins.

O sucesso da Silk-Road, um mercado negro de venda ilícita de armas e drogas da deep web, que é também mencionado no documento, é um bom exemplo de como se torna difícil detonar este tipo de fenómeno. Para além disto, o autor aconselha também a que se utilizem serviços ultra encriptados como a Dark Wallet para dificultar ainda mais a detecção destas transacções.

Texto de: André Cabral
Editado por: Rita Pinto

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