Irlanda começou a arredondar preços para eliminar moedas de 1 e 2 cêntimos


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Foi no dia 28 do passado mês de Outubro, que a Irlanda arrancou com o projecto de arredondamento de transacções, realizadas em dinheiro, dentro do país, claro está. O banco central irlandês avançou previamente com o comunicado. O objectivo da operação é, sobretudo, retirar de circulação as moedas de 1 e 2 cêntimos. Quando o processo estiver concluído a moeda de 5 cêntimos será a moeda com o valor facial mais baixo.

As moedas de 1 e 2 cêntimos não vão simplesmente desaparecer de rompante na Irlanda. Para levar a cabo o projecto, todos os pagamentos que não acabem em 5 ou 0 cêntimos poderão ser arredondados, sendo que numa primeira fase o arredondamento é voluntário.

O banco central irlandês explicou como os arredondamentos serão executados para isso, deu alguns exemplos. Um produto que custe 5,31 euros ou 5,32 euros será arredondado para 5,30 euros, visto estes valores estarem mais perto de 5,30 euros do que de 5,35 euros. A mesma lógica é aplicada quando o produto custa 5,34 euros ou 5,33 euros, neste caso o arredondamento é feito para cima, ficando o produto a custar 5,35 euros.

O banco central quis clarificar o processo esclarecendo que os arredondamentos só se farão em relação aos valores finais das facturas, não recaindo sobre os produtos individualmente (de uma mesma conta). Os pagamentos em cartão não estão sujeitos a arredondamento.

A Irlanda alega praticidade e eliminação de custos como razões para suportar o processo. É de ressalvar que o custo de produção de uma moeda de um cêntimo é, na verdade, superior ao seu valor facial, a sua produção custa 1,65 cêntimos.

A Irlanda é o quarto país da zona euro a seguir a política do arredondamento, juntando-se à Bélgica, Holanda e Finlândia.

Quanto a Portugal é sabido que a terminologia utilizada nos preços é, muitas vezes, noventa e oito ou noventa e nove cêntimos, talvez com isto se demore bastante a implementar uma pratica de arredondamento de preços semelhante. Até lá, podemos continuar a coleccionar as “pequeninas” de um e dois cêntimos que, por terras lusas, continuam a encher tantos mealheiros.

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