Cientistas desenvolvem nanoporos que podem tirar o sal da água do mar, sem custos elevados


tirar o sal da água do mar

A disponibilidade de água limpa e potável tornou-se uma questão cada vez mais urgente em muitas partes do mundo e os investigadores estão à procura de novas maneiras de tratar a água salgada, salobra ou água contaminada para torná-lo utilizável.

Uma equipa da Universidade do Illinois, nos Estados Unidos, aperfeiçoou uma forma energeticamente mais eficiente de tirar o sal da água do mar. Desenvolveu um material que permite que grandes volumes de água passem através de buracos extremamente pequenos, chamados nanoporos, bloqueando a passagem do sal e outros contaminantes.

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O material é uma folha de bissulfeto de molibdénio (MoS2) extremamente fina e crivada de nanoporos. É a mais eficiente de uma série de membranas de película fina que os engenheiros testaram, filtrando até 70% mais água do que o grafeno.

Texto: Paulo Querido

Aprofundar

Scientists develop nanopores that inexpensively filter the salt out of seawater (Peter Dockrill/Science Alert): There you have it, folks – the world’s first thirsty water filter. We love it! The next steps for the researchers are partnering with manufacturers who can bring their modelled desalination technique to life. The first step will be testing, but they’re confident their findings – which are published in Nature Communications – could be applied on an industrial scale for everybody’s benefit.

Nanopores could take the salt out of seawater (Liz Ahlberg/University of Illinois): University of Illinois engineers have found an energy-efficient material for removing salt from seawater that could provide a rebuttal to poet Samuel Taylor Coleridge’s lament, “Water, water, every where, nor any drop to drink.”