O Museu Smithsonian juntou adereços de ‘Breaking Bad’ à sua colecção


Museu Smithsonian

Podemos começar este artigo com a importância que a ficção tem nas nossas vidas, mas também pelo que é acreditar num sonho. Quando Vince Gilligan, criador de Breaking Bad, mas que também escreveu parte dos The X-Files, visitou o Smithsonian na informal entrega dos props que ficaram na colecção do museu, admitiu que ainda achava que estava a sonhar.

“Eu julguei que o Breaking Bad nunca ia ser feito. Se me tivessem dito em 2005 que os adereços deste programa de televisão viriam parar ao Museu Nacional da História Americana, o Smithsonian, a mesma instituição que tem o hino nacional americano, a primeira lâmpada de Edison e o relógio de bolso do Abraham Lincoln, teria de vos dizer que estava a consumir demasiadas metanfetaminas”, disse Vince Gilligan.

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Foi para reconhecer a influência da série da cultura norte-americana que mais de dez items do programa passaram a fazer parte da colecção do museu. Apesar de ter começado com audiências discretas em 2008, chegou ao Olimpo das séries, onde geralmente estão nomes Mad Men, The Sopranos e The Wire. Conta a história de Walter White e da sua queda num poço de imoralidade, após ter começado a vender meth para suportar a sua família, quando descobre que tem cancro.

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Algumas das peças que foram doadas ao museu são os dois fatos amarelos e as máscaras de gás que usam para cozinhar metanfetamina, um pequeno saco com o nome do seu produto, Blue Sky, o cartão de identificação do cunhado de Walter White, Hank Schrader, e um copo de papel do restaurante Los Pollos Hermanos.

Talvez mais popular que qualquer um destes é o chapéu de Heisenberg, que Bryan Cranston, actor que interpreta o senhor White, tornou um símbolo desde indivíduo pouco cool que se torna um barão do crime. Foi com risos que o voltou a experimentar e admitiu que era algo estranho voltar a usar. Descreveu a sua experiência como antagonista de uma forma divertida, quando lhe perguntaram se tem saudades de ser Walter White.

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“Pareceu-me uma boa refeição. Quando me perguntam porque não voltar, é nisto que penso. Os criadores da série fizeram um personagem perfeitamente desenvolvido e com um princípio, meio e fim. Eu tomei o aperitivo, uma salada fresca, uma entrada óptima, com vegetais, tomámos uma óptima sobremesa e terminámos com um café. Estou muito satisfeito. Quando me perguntam se quero mais, não sei se seria tão bom como até aqui”, referiu Bryan Cranston.

A história continuou no spin-off Better Call Saul e Vince Gilligan tornou claro que a personagem de Walter White já está acabada, apesar de continuar a recorrer ao seu universo. Adiantou também que não acredita que a era dourada televisão já tenha passado. É natural, continua a fazer história. E esta entrada no Museu Smithsonian é prova disso.