Para teu bem, a Uber fez uma parceria com a TomTom


TomTom
 
O Shifter precisa de dinheiro para sobreviver.
Se achas importante o que fazemos, contribui aqui.

Se andas frequentemente de Uber, já tiveste de certeza aquele motorista que conhece pouco a cidade e segue fielmente o infiel mapa da app. O resultado? Um caminho mais demorado e uma factura maior. Ora isso não é bom para ti, não é bom para o motorista (que recebe avaliação negativa do passageiro) e não é bom para a empresa (cujo serviço fica mal visto).

Actualmente, a Uber recorrer ao sistema de mapas da Google, o popular Google Maps, que, no momento da verdade, falha. Não falha sempre, mas falha vezes suficientes para a empresa andar de mãos na cabeça. A Uber esteve na lista de interessados em adquirir a divisão de mapas e sistemas de navegação da Nokia, a Here, mas quem fechou o negócio foi o consórcio Audi, BMW e Daimler.

Com o Here fora da possibilidade, a Uber encontrou uma parceria junto da holandesa TomTom. Todos conhecemos a TomTom. É a empresa que há vários anos faz os aparelhos GPS que muitos de nós usamos nos nossos carros. Esses equipamentos usam mapas que a própria empresa desenvolveu, assim como dados próprios de tráfego, recolhidos em tempo real.

De acordo com o TechCrunch, a Uber vai integrar o conhecimento da TomTom (como mapas, informação de tráfego e outros dados de localização) na sua app para condutores, mas isso não significa o desaparecimento do Google Maps da mesma. Na prática, o Google Maps e a TomTom coexistirão, juntamente com outros serviços que a Uber utiliza, como os seus próprios mapas (lembras-te do negócio com a Microsoft?). Todos estes esforços permitem que os motoristas ao serviço da Uber consigam gerir melhor os seus trajectos diários nas complexas cidades.

Do lado da TomTom, o negócio com a Uber – cujos valores não foram revelados – encaixa na estratégia da TomTom, que cresceu a vender aparelhos de GPS, e que quer agora ser um fornecedor de tecnologia de navegação, depois de os telemóveis terem tornado aquele tipo de equipamentos obsoletos. A holandesa está a atravessar anos difíceis, mas este ano fechou também um acordo com a Volkswagen para o fornecimento de mapas e renovou o contrato com a Apple para alimentar o Apple Maps.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!