‘Steve Jobs’


Steve Jobs filme
 
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Steve Jobs é o mais recente projecto do realizador Danny Boyle, responsável por filmes como Trainspotting ou Slumdog Millionaire.

O filme excepcionalmente bem executado, mostra-nos Jobs como o maestro por detrás de uma gigantesca orquestra de pessoas e acontecimentos. Apesar de não ser um trabalho super inovador e pioneiro no seu género, é mais que suficiente para nos encher as medidas e traz-nos uma nova interpretação dos momentos difíceis da carreira de Jobs de um ponto de vista bem íntimo e até agora nunca visto.

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Começando a meio dos anos 80, o primeiro grande acontecimento do filme é a revelação ao público do primeiro Macintosh em 1984, um flop que levaria à demissão de Jobs da empresa que criou numa garagem com Steve Wozniak. The Woz é interpretado por Seth Rogen, que se mostrou sublime num papel muito diferente daqueles que está habituado a fazer. Também foram abordadas as apresentações do Black Cube (na altura que Steve Jobs criou a NexT) e a ferramenta que liderou a revolução Apple, o iMac.

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Grande parte do filme gira também à volta da relação do “hippie bilionário” com a sua filha, que rejeitou durante os primeiros anos de vida, e que como adolescente cria verdadeiros laços com o pai pela primeira vez na vida. Apesar do exterior austero, exigente e aparentemente duro de Steve Jobs, nesta relação muito bem explorada vemos no interior um homem preocupado e de grandes valores morais.

A banda sonora tremendamente bem executada também merece louvores, com vários temas de Bob Dylan (um dos heróis pessoais de Steve Jobs), John Mitchell, The Libertines, e uma música fantástica que encerra o filme, por parte dos The Maccabees, “Grew Up At Midnight”.

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O ponto alto do filme foi mesmo a interpretação exímia de Michael Fassbender como Steve Jobs, subtil e poderosa, imaginativa e inesquecível tal como o homem que interpreta.

Tanto a interpretação de Fassbender como o filme no geral têm recebido muito boas críticas, e citando Alex Leadbeater, crítico do website What Culture, acabamos com: ‘’iCan’t wait to see it again’’.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!