Uma nova (e fantástica) forma de fazer jornalismo


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A realidade virtual chegou para ficar e, todos os dias, há novos vídeos que ilustram o desenvolvimento deste tipo de captação, desde um rally até videoclipes gravados com esta nova tecnologia – um dos mais recentes a vir do Agir. Contudo, chegou a altura de vermos a primeira grande utilidade da realidade virtual, pela parte do New York Times, que deu o primeiro passo em direção a uma revolução na forma de fazer jornalismo: para quê descrever um local quando podes lá estar?

O New York Times é o jornal mais lido do mundo em formato online e voltou a demonstrar que as novas tecnologias não chegaram para reduzir os lucros das redações, mas funcionam sim como uma forma de inovação. No final de Outubro, o jornal norte-americano anunciou que iria enviar um Google Cardboard a todos os assinantes da versão impressa mas cuja utilidade apenas foi conhecida na semana passada, com o lançamento da NYT VR.

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Como deves estar a calcular, esta é uma aplicação que inclui conteúdos de realidade aumentada produzidos pelo New York Times, mas ao contrário de serem vídeos “soltos” e com o puro objetivo de entreter, os vídeos constituem autênticas reportagens que deixam qualquer um de boca aberta. E claro que o Shifter não poderia deixar de experimentar.

Para saber o que o New York Times tinha preparado para nós, usámos um simples headset de cartão e um LG G4. Numa primeira análise – e antes de chegarmos ao conteúdo propriamente dito – reparámos que a app crashou por diversas vezes, algo que poderá ser resolvido com o tempo.

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Na altura em que este texto foi escrito, havia cinco vídeos à disposição do leitor, incluindo uma excelente reportagem de 11 minutos, The Displaced, que conta a história de três crianças que perderam os familiares na guerra. São três ambientes distintos, três modos de vida distintos e a app leva-te a conhecer um pouco de tudo isso, como se estivesses lá.

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A experiência nada tem a ver com uma reportagem de televisão. Muitas vezes, a televisão tem como principal foco personagem principal da história – neste caso as crianças – mas a experiência de realidade virtual leva-te também a conhecer todo o mundo envolvente e, o melhor de tudo, dá-te a possibilidade de prestares atenção ao que bem entenderes. Muitas vezes o que está à frente dos teus olhos é realmente assustador.

Os vídeos, que têm entre 50 a 200 MB, são descarregados para o smartphone para que possam ser vistos e modo offline e em qualquer lugar, lembrando que podes sempre ver os conteúdos mesmo que não tenhas uns óculos VR. A app não tem qualquer tipo de publicidade e é bastante simples de navegar.

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Em simples, o New York Times merece um grande aplauso por esta iniciativa, pois não só demonstra estar um passo à frente de todas as outras redações como também se preocupa o suficiente para distribuir pelos seus leitores o equipamento necessário. Depois disto, a grande questão que fica é a seguinte: será que daqui a uns anos os televisores vão dar lugar a muitos pares de óculos lá em casa?

Faz o download da NTY VR aqui.