A 3ª temporada de ‘Fargo’ vai abordar a “selfie culture”


 
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Nesta semana que passou chegou ao fim a segunda temporada de uma das melhores séries televisivas da actualidade, Fargo. Depois do sucesso da primeira temporada, unanimemente considerada de “aces” (os fãs vão perceber) pela crítica, esta segunda foi olhada com desconfiança, como já é habitual.

Uma produção televisiva que bebeu do clássico do cinema realizado em 1996 e cujas rédeas estão agora nas mãos do talentoso Noah Hawley e a sua equipa de guionistas, Fargo conseguiu cumprir aquilo que muitos achariam impossível à partida: conseguir, com sucesso, adaptar o filme dos irmãos Coen e superar a primeira temporada que já de si esteve perto da perfeição com Billy Bob Thornton e Martin Freeman nos princípais papéis.

Uma lição a True Detective de como uma série pode funcionar com um formato de uma temporada e de forma independente em termos narrativos das temporadas anteriores.

Actuação fantástica de Kirsten Dunst e Jesse Plemons, o simples casal Blumquist que se vê acidentalmente arrastado para uma guerra entre gangues. De destacar também as prestações de Patrick Wilson e Bokeem Woodbine (Mike Milligan).

A segunda temporada de Fargo não se prendeu ao conceito de um vilão como acontecia na anterior com Lorne Malvo (Billy Bob Thornton) e reinventou-se na perfeição, trazendo um ensemble cast bem orientado com o resultado final a ser prazeroso, no mínimo. Prova do sucesso serão sem dúvida as oito (!) nomeações para os Critic Choice Awards.

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Quanto à terceira temporada, já foi confirmada e irá para o ar na primavera de 2017. A novidade será o conceito desta nova season, a “selfie-oriented culture”.

Noah Hawley, produtor-executivo, referiu em conferência que “muitas das nossas histórias de crime são baseadas na dificuldade que as pessoas têm em se expressar e comunicar… Eu gosto da ideia de colocar essas pessoas pragmáticas e humildes contra a cultura do narcisismo e [ver] o que origina para nós em termos de história.”

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!