Com a ajuda do novo ‘Star Wars’, a Kodak diz que a película está salva


 
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Graças a cineastas como J.J. Abrams, Quentin Tarantino e Christopher Nolan, Hollywood “não tem de ser preocupar mais com o fim da fita cinematográfica”, anunciou Jeff Clarke, CEO da Kodak, aquando da estreia do novo capítulo da saga Star Wars.

Em Julho de 2014, a Kodak uniu esforços junto de vários estúdios de Hollywood para manter a produção da fita cinematográfica. Um dos grandes nomes que decidiu apoiar a película em detrimento dos suportes digitais foi J.J. Abrams, realizador de Star Wars: The Force Awakens, episódio filmado com filme Kodak 65 mm. Tudo indica que o próximo Episódio VIII seguirá o mesmo caminho.

“Tanto quanto sabemos o realizador Rian Johnson e o director de fotografia Steve Yedlin estão a planear gravar o ‘Star Wars: Episode VIII’ em filme Kodak. Eles estão em pré-produção e nós estamos a trabalhar com eles para levar para o ecrã aquilo que eles pretendem”, disse Jeff Clarke ao The Hollywood Reporter.

O CEO da Kodak estima que, no total, 90 filmes de estúdios e de produtoras independentes (para além de conteúdos televisivos) foram gravados em rolo no último ano. Apesar de esse ser um número pequeno relativamente à dimensão do cinema digital, a Kodak está optimista quanto ao futuro da película como alternativa para os cineastas. Segundo Clarke, a empresa perdia 100 milhões de dólares por ano com o seu negócio de fita, mas este deve passar a ser rentável já em 2016.

Para além do novo episódio de Star Wars, também o The Hateful Eight, de Quentin Tarantino, o Spectre, de Sam Mendes, o Carol, de Todd Haynes, o Joy, de David O. Russell, e o Bridge of Spies, de Steven Spielberg, foram produzidos o velho rolo de cinema. A película também é apoiada por alguns filmes programados para 2016 – como Batman v Superman, de Zack Snyder; ou de Suicide Squad, de David Ayer.

A Kodak nasceu e cresceu com o filme de rolo e demorou demasiado tempo a responder ao advento do digital. Desde 2006, a quebra de vendas da fita atingiu os 96%. Jeff Clarke, que assumiu os comandos da empresa em 2014, considerou J.J. Abrams “um apoiante extraordinário da película. A sua defesa da tecnolgoia foi uma parte-chave na decisão da Kodak de manter o rolo vivo quando ele estava em baixo 96%”.

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