LG G4: afinal, a Samsung e a Apple têm concorrência à altura


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Numa primeira análise, o LG G4 aparenta, em termos de design, ser simplesmente o irmão “às direitas” do LG G2 Flex, isto porque não tem aquela curvatura tão acentuada do ecrã. Contudo, engane-se quem pensa isso, pois há muito mais por trás do topo-de-gama da marca sul-coreana.

Anunciado em Abril de 2015, o LG G4 trouxe uma série de novidades para o mercado numa tentativa de combater contra os gigantes da altura, como o iPhone 6 ou o recém-chegado Samsung Galaxy S6. Meter-se na luta entre a Samsung e a Apple é quase como tentar ganhar a bola de ouro numa era com Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, mas a LG esmerou-se naquele que é um dos melhores smartphones que existem atualmente no mercado. Este é o resultado da nossa experiência depois de pouco mais de um mês de testes.

Nota: não vamos estar a expôr de forma exaustiva todas as especificações do equipamento, pois não é esse o objetivo da review. Se estás à procura dessas informações consulta este site.

Ecrã

Este é o primeiro elemento com o qual temos contacto num novo smartphone, e se és daqueles que julgas com base na primeira impressão então vais certamente ficar apaixonado pelo LG G4. Todas as 5,5 polegadas são cobertas por píxeis, muitos píxeis, que são impossíveis de ver pelo olho humano. A qualidade do ecrã derrota facilmente a do seu irmão, o G2 Flex, e combate taco-a-taco com a tela do S6, ainda que o equipamento da Samsung tenha uma ligeira vantagem pelo facto de ter a mesma resolução em menos polegadas (5.5 vs 5.1).

As bordas laterais são praticamente inexistentes e a cobertura Gorilla Glass 3 cumpre o que promete ao proteger de pequenos riscos possivelmente causados por moedas, chaves ou pequenas quedas. Não, não penses que o teu ecrã vai permanecer imaculado se cair “de cara” nas pedras da calçada (nós pudemos testemunhar isso, e não foi bonito), mas desde que o mantenhas na tua mão e não a voar por aí, é garantido que vai permanecer imaculado durante bastante tempo.

Por fora

Bonito, mas com algumas falhas. Quem vir o LG G4 de frente, as diferenças para o G2 Flex não são nenhumas se excluirmos o detalhe ecrã. Este design lembra até um pouco o OnePlus One – o que não é algo mau – com ligeiras curvaturas no topo e no fundo do equipamento, e a própria tela é também ela um pouco curva.

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Esta ligeira curvatura faz com que o equipamento seja um pouco mais escorregadio do que o G2 Flex pelo facto de não se adaptar tão bem à mão, algo que acaba por ser aligeirado pelas as capas traseiras em couro e cabedal que a LG coloca à disposição dos clientes.

As teclas estão todas na parte traseira, logo por baixo da câmara fotográfica, mas achámos que seria melhor seguir a linha do G2 Flex e colocá-las um pouco mais abaixo ao invés de as “colar” ao sensor, o que faz com que por vezes haja dedadas no vidro da câmara por erros casuais. Quanto à coluna, bem… ela não impressiona, e a verdade é que não é lá muito prático ver um vídeo com o som a sair todo para o lado oposto aos ouvidos de quem está a olhar para o ecrã, certo?

Por dentro

Com um processador de seis núcleos Snapdragon, 32 GB de memória interna e 3 GB de RAM, não há muito que enganar. Durante os nossos testes, o equipamento apenas teve de ser reiniciado à força uma vez e lidou sem o mínimo dos problemas com os desafios apresentados, quer esteja a executar uma ou 20(sim, vinte) aplicações em simultâneo.

O melhor de usar o LG G4 foi ter a segurança de que, cada vez que pegava no telemóvel, não importa para fazer o quê, teria sempre a segurança de que o iria conseguir fazer sem sobressaltos nem grande esperas – usar o Maps é um ótimo exemplo.

Para quem não conhece muito bem uma cidade nova é recorrente fazer uso desta app para praticamente qualquer percurso, mas o Maps exige bastante do equipamento. Com o G4, foi possível correr o serviço em segundo plano sem problemas. E isto acontece também em outras aplicações como o Facebook, o Chrome o YouTube.

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No que toca à bateria, é de esperar resultados bastante positivos desde que não estejas constantemente com o ecrã ligado a consultar as redes sociais e a jogar Angry Birds. O próprio equipamento conta com um sistema de poupança de energia que pode ser ativado quando chegas aos 15% ou um nível semelhante.

Câmara: não ficar espantado é impossível

Esta é a melhor câmara que já foi instalada num smartphone. Ditto. O sensor de 16 megapíxeis é capaz de captar imagens incríveis tanto com uma luz solar exagerada como em condições de luminosidade bastante baixas. Melhor do que tentar explicar só mesmo ilustrar, por isso espreita as fotos que tirámos com o equipamento, todas sem qualquer tipo de filtro ou edição aplicada:

As fotografias tiradas durante a noite surpreendem tanto ou ainda mais como aquelas que foram captadas durante o dia, especialmente (e apesar de haver um modo manual) pelo facto de ser tudo em modo automático. Neste caso, o grande amigo e ajudante é mesmo o laser de autofocus que se encontra ao lado da câmara e ainda a tecnologia Coloc Spectrum, que deixa as fotografias com cores mais vivas e reais.

Estes resultados são também transversais ao vídeo. Com possibilidade de filmar em 4K e estabilizador ótico, para além de câmara lenta, o LG G4 é capaz de produzir resultados que ultrapassam os de equipamentos de milhares de euros. Sem dúvida que, neste campo, este é o smartphone a bater no mercado.

Software: Android 6.0 a caminho

A notícia foi confirmada há poucos tempo e alguns equipamentos no continente asiático já começaram a receber a mais recente versão do sistema operativo. Contudo, o que ainda encontras no equipamentos em Portugal é o LG G4 a correr Android 5.1 e com as normais modificações feitas pela LG, que, tal como já referi antes, são bem-vindas. Especialmente por grande parte das aplicações da própria marca que vêm instaladas de origem poderem ser DESINSTALADAS. ***Apple, Samsung, ouviram isto?***

Aliás, a primeira coisa que fiz mal recebi o equipamento foi personalizar a barra de navegação para incluir a opção que faz descer a barra de notificações, evitando ginásticas desnecessárias e que aumentam os riscos de o telemóvel ir parar ao chão. O knock to unlock também facilita bastante a vida, e dei até por mim a experimentar isso com outros equipamentos de forma inconsciente. Bom trabalho, LG.

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É mesmo para ti?

Quando lidas diariamente com um smartphone tão capaz é difícil atrás para outro que não seja um topo-de-gama, mas um equipamento que custa umas largas centenas de euros não está propriamente ao alcance de toda a gente. O LG G4 é um smartphone bastante elegante, com um ecrã incrível, uma câmara fora-de-série mas que, consequência de ser um topo-de-gama, é caro. Apesar de ter sido lançado no segundo trimestre do ano, o G4 está ainda no pleno de todas as suas capacidades para ser um dos melhores equipamentos do ano.

Tudo isto depende de ti: se és daqueles que prefere despender de um orçamento mais reduzido num equipamento que te dure cerca de um ano e meio/dois anos sem grandes problemas, então este não é o smartphone para ti. Mas se queres ter aquela segurança cada vez que pegas no smartphone, um equipamento que te reúne uma câmara fotográfica, um iPod, um produto para veres séries/filmes no Netflix e, claro, que faz chamadas, então sim, o LG G4 é um forte concorrente a ir parar ao teu bolso.

Fotos: João Porfírio/Shifter

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